
Apesar de ser oposição ao governo de Eduardo Leite, o deputado Rodrigo Lorenzoni (PP) não deverá se alinhar ao PT na comissão especial criada para fiscalizar a Corsan Aegea na Assembleia Legislativa, como fizeram os parlamentares do PL e do Novo na CPI dos Pedágios.
Com a primeira audiência pública marcada para esta segunda-feira (15), a comissão corre o risco de virar palanque no ano eleitoral. Membro titular da comissão, o deputado estadual Rodrigo Lorenzoni afirma que o colegiado deve focar na qualidade da prestação dos serviços da companhia para, assim, cumprir seu papel com a sociedade.
— Cobranças justas e transparência na relação com a concessionária são necessárias, pois precisamos garantir é que a população receba serviço de qualidade. Por isso, a comissão não pode se perder na narrativa hipócrita da esquerda, que quer questionar a concessão da Corsan. No Piauí, o governador Rafael Fonteles, do PT, vendeu a companhia de saneamento, e inclusive a Aegea também foi a compradora — lembrou Lorenzoni.
O deputado destacou que no Rio Grande do Norte a governadora Fátima Bezerra, também do PT, está fazendo parcerias público-privadas no saneamento. E o governo Lula, no atual mandato, fez mais concessões de infraestrutura do que o próprio Jair Bolsonaro.
Para Lorenzoni, a fiscalização sobre os serviços da Corsan é fundamental e necessária, mas ele ressalta também que, depois de décadas de defasagem como estatal, a infraestrutura de saneamento não será transformada de imediato.
— Em três anos, a Aegea já passou de R$ 400 milhões de investimentos anuais na Corsan, antes da privatização, para R$ 1,5 bilhão ao ano. É essa a mudança que o setor privado pode trazer ao Estado e vem sendo buscada até pela esquerda em outras regiões, mas aqui continuam posando de defensores do serviço público — raciocina.


