
Faltando mais de um mês para o início da campanha, a pesquisa RealTime Big Data divulgada nesta terça-feira (23) traz motivos de comemoração para Juliana Brizola (PDT) e Luciano Zucco (PL), mas os resultados de eleições anteriores recomendam cautela na celebração.
Em outros pleitos, pesquisas feitas mais de três meses antes da eleição sofreram alteração com o andar da campanha. Em junho de 2002, 2006 e 2014, os que seriam eleitos governadores tinham índices bem inferiores ao que Gabriel Souza (MDB) tem hoje.
Com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, a pesquisa mostra Juliana à frente, com 37% das intenções de voto, seguida de Zucco, com 32%. Gabriel tem 18% e Marcelo Maranata (PSDB), 3%. Os indecisos somam 5%, assim como os que estão dispostos a votar nulo ou em branco.
A favor de Juliana e Zucco pesa o cenário nacional de polarização entre esquerda e direita, que se reproduz no Rio Grande do Sul, com a disputa entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Até por isso, os dois são os campeões de rejeição — 43% disseram que conhecem Zucco e não votariam nele, e 41% indicaram rejeição a Juliana.
Nesse quesito, os dois estão tecnicamente empatados, já que a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Os dois são também os mais conhecidos.
Se perde por não ter um candidato forte a presidente (Ronaldo Caiado patina nas pesquisas), o vice-governador tem a seu favor a boa avaliação do governo de Eduardo Leite, aprovado por 58% dos entrevistados. Outro dado positivo para Gabriel é a baixa rejeição — somente 24% disseram que o conhecem e não votariam nele.
O ex-prefeito de Guaíba Marcelo Maranata tem rejeição ainda menor — 20%. É ainda um desconhecido dos eleitores: 53% dos entrevistados disseram que não o conhecem o suficiente para opinar.
Nas simulações de segundo turno, a pesquisa constatou empate técnico entre Juliana e Zucco (44% a 41%). No embate direto com Gabriel, Juliana tem uma distância maior — 47% a 35%. Na eventual disputa entre Zucco e Gabriel, o deputado teria 42% e o vice-governador, 37%.
O RealTime Big Data ouviu 1,6 mil eleitores entre 20 e 22 de junho. As entrevistas foram feitas por telefone. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RS-07063/2026.
Pesquisas eleitorais
O Grupo RBS não faz pesquisas eleitorais nem divulga levantamentos encomendados por partidos, candidatos ou governos. Para atender ao interesse de seu público, os veículos do grupo somente contratam e divulgam resultados de institutos reconhecidos. Em 2026, contratou a Quaest, empresa de consultoria e pesquisa que reúne tecnologia e inteligência de dados, para realizar sondagens sobre a intenção de voto para o governo do Rio Grande do Sul, Senado Federal e também recortes locais da disputa pela Presidência da República. Fundada em 2016, a Quaest tem sede em Belo Horizonte.



