
O jornalista Henrique Ternus colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
As quatro principais chapas majoritárias (que incluem os postulantes a governador, vice e ao Senado) terão candidatos nascidos em oito regiões do Rio Grande do Sul e até mesmo em um outro Estado brasileiro (confira o mapa abaixo). Mesmo vindos de localidades diferentes, os postulantes ao Palácio Piratini acumulam bases eleitorais semelhantes, enquanto quem concorrerá a vice ou ao Senado traz consigo eleitores espalhados pelo Interior.
Todos os quatro pré-candidatos a governador consolidaram redutos fortes na região metropolitana de Porto Alegre, mesmo que somente Juliana Brizola (PDT) tenha nascido na cidade. Neta de Leonel Brizola, cujas raízes estão na Região Noroeste, Juliana construiu a carreira na Capital, onde foi vereadora e posteriormente deputada estadual.
Natural de Tramandaí, Gabriel Souza (MDB) mantém trânsito no Litoral Norte, mas estruturou sua base na Capital após dois mandatos como deputado estadual e quatro anos como vice-governador. Também é em Porto Alegre onde Luciano Zucco (PL) construiu sua carreira, desde o Exército até a política. Natural de Alegrete, veio à Capital para estudar no Colégio Militar e mais tarde foi eleito para os mandatos como deputado estadual e federal.
Seus três vices vêm de regiões muito próximas do Estado. Edegar Pretto (PT) nasceu em Tenente Portela, no Noroeste, mas foi criado na pequena Miraguaí pelo pai, Adão Pretto, que o motivou a entrar na vida política. A pouco mais de 30km, já na Região Norte, está Frederico Westphalen, base eleitoral da família Covatti, que tem a matriarca Silvana (PP) como vice na chapa com Zucco.
Sem se afastar muito é possível chegar a Ijuí, onde nasceu Ernani Polo (PSD), vice de Gabriel que tem na Região das Missões, no Noroeste gaúcho, seus cabos eleitorais.
Marcelo Maranata (PSDB) é o único sem relações diretas com Porto Alegre. Nascido em Camaquã, deixou em abril a prefeitura de Guaíba, para a qual foi reeleito em 2024, para poder concorrer a governador. Ganhou notoriedade ao presidir a Granpal, associação dos municípios da Região Metropolitana, por duas gestões seguidas.
Confirmado para ser seu vice, Cláudio Diaz (PSDB) é o representante da Região Sul. Nascido em Rio Grande, foi vereador da cidade antes do mandato como deputado federal.
Disputa no Interior
Na disputa pelo Senado, os pré-candidatos dialogam com parcelas distintas da população. Manuela D'Ávila (PSOL) tem forte eleitorado em Porto Alegre, onde nasceu, e disputará o voto na Região Metropolitana com o adversário à direita, Marcel Van Hattem (Novo). Nascido em Dois Irmãos, consolidou sua base no Vale do Sinos.
Ao lado de Manuela estará Paulo Pimenta (PT), que é de Santa Maria, na região Central. Já Marcel terá a companhia de Ubiratan Sanderson (PL) que, apesar de ter nascido em Erechim, construiu laços em Santo Ângelo, no Noroeste gaúcho.
Nascido em Caxias do Sul, Germano Rigotto carrega na bagagem a experiência e o reconhecimento como governador do Estado. Já Frederico Antunes (PSD), que completa a dobradinha que disputará o Senado pela chapa governista, é o representante da Fronteira Oeste, já que nunca se afastou de Uruguaiana, sua cidade-natal.
Lançado pelo Cidadania, Renato Jaguarão deverá ser candidato a Senado ao lado de Maranata. Cantor, o nome artístico abraça a cidade em que nasceu, Jaguarão, no Sul do Estado.
O outro postulante na coligação deverá ser Milton Cardoso (PSDB), o único dos postulantes à majoritária que não é gaúcho. O jornalista nasceu no Rio de Janeiro, mas foi criado em São Leopoldo, e durante a carreira passou por veículos de comunicação do eixo Rio-São Paulo antes de retornar ao Rio Grande do Sul.



