
Você já deve ter ouvido milhares de vezes a frase “quem semeia ventos colhe tempestade”. É o caso do deputado cassado Eduardo Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal a quatro anos e dois meses de reclusão e a oito anos de inelegibilidade.
Eduardo mudou-se para os Estados Unidos confiando que suas relações com integrantes do governo ajudariam a livrar o pai da cadeia. Articulou a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes e a taxação de exportações brasileiras como forma de pressionar o Supremo Tribunal Federal no julgamento dos envolvidos na trama golpista — a isso se chama coação no curso do processo.
A prisão não terá efeito prático, porque Eduardo vive nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado e de lá só deve voltar se o irmão, Flávio, for eleito presidente da República e assinar um indulto.
Eduardo seguirá andando para cima e para baixo nos Estados Unidos, dizendo-se perseguido político e debochando da Justiça brasileira. A pena que tem consequência prática é a da inelegibilidade e a da perda do cargo de escrivão da Polícia Federal. Ele não poderá ser candidato neste ano nem em 2030.
Do que vai viver o filho zero três de Jair Bolsonaro, sem emprego e sem mandato? Eis um mistério que precede a condenação: como Eduardo se sustenta hoje, vivendo em uma mansão no Texas, com a esposa e dois filhos? A Polícia Federal investiga a suspeita de que possa ser com o dinheiro repassado por Daniel Vorcaro para o filme sobre a vida de Jair Bolsonaro.
Eduardo diz que está vivendo de poupança e dos R$ 2 milhões que recebeu do pai — dinheiro doado pelos admiradores de Jair Bolsonaro em uma campanha de transferência por Pix. Seja essa ou seja o dinheiro de Vorcaro, são fontes esgotadas ou prestes a se esgotar. É nesse cenário que a eleição do irmão se torna a tábua de salvação do Eduardo, cujo projeto é ser embaixador do Brasil nos Estados Unidos.




