
O coronel Mário Andreuzza não é mais o coordenador executivo da pré-campanha do deputado Luciano Zucco (PL) ao Piratini.
Na versão oficial, Andreuzza pediu para sair "por discordar de alguns posicionamentos da pré-campanha". A coluna apurou que o coronel entrou em atrito com a ala política, por seu estilo autoritário, forjado na caserna, e pela falta de visão do que deve ter prioridade numa eleição majoritária.
O coronel discorda dessa avaliação. Diz que tem excelente relacionamento com todos os presidentes de partidos aliados, que reconhecem sua competência e seu preparo como gestor. Sugere que as referências negativas a seu trabalho vêm de pessoas que foram cobradas por não entregarem tarefas no tempo combinado.
_ Hoje mesmo ainda fui procurado pelos deputados Marcel van Hattem e Sanderson (candidatos ao Senado), que me pediram conselhos. Nenhum candidato se aconselharia com quem não tem habilidade política _ pondera.
Andreuzza orgulha-se de ter transformado Zucco no deputado estadual mais votado, quando ninguém o conhecia, e de ter ajudado o colega de Exército a ser o campeão de votos como deputado federal, além de atuar na campanha do senador Hamilton Mourão, de quem é suplente.
Zucco e Andreuzza têm uma longa relação de amizade, que não deverá ser afetada pela separação. Dono de uma empresa de consultoria, o coronel vai se dedicar às candidaturas do PL do Rio Grande do Sul ao Legislativo.
Ainda não está definido quem será o substituto. O candidato natural seria o secretário da Educação de Porto Alegre, Leonardo Pascoal, mas ele já tem a tarefa de coordenar a elaboração do plano de governo nas horas vagas. A coordenação política já está com Everton Braz, presidente do Podemos.




