
Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos atribuiu ao presidente Lula a decisão de manter ou não Jaques Wagner (PT-BA) na liderança do governo no Senado. Na quinta-feira (18), o senador foi alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga o esquema de irregularidades envolvendo o Banco Master.
Em Porto Alegre para mais uma edição do Governo do Brasil na Rua, nesta sexta (19), Boulos disse que a decisão cabe apenas ao presidente Lula, que acabou de retornar de viagem internacional. Além disso, o ministro enfatizou que ainda não há provas do envolvimento de Jaques Wagner com Daniel Vorcaro, dono do Master.
— É muito importante a gente fazer uma diferenciação. Existe uma acusação e existem suspeitas. Senador Jacques Wagner vai ter a oportunidade de apresentar sua defesa. Outro caso é quando existem provas. Alguém viu algum áudio do Jaques Wagner pedindo R$ 134 milhões pro Vorcaro? Eu ouvi o do Flávio Bolsonaro, que é candidato da oposição à Presidência da República. Alguém viu uma foto do Jaques Wagner andando no jatinho do Vorcaro? Não, eu vi a do Nikolas Ferreira, que é deputado bolsonarista. Quem pariu Mateus que o balance — afirmou Boulos, em coletiva com a imprensa.
Segundo a investigação da PF, o senador baiano teria recebido vantagens indevidas de Vorcaro em troca de atuação política no Congresso. Em um endereço de Jaques Wagner em Brasília, agentes encontraram US$ 49 mil em espécie, que o senador indicou que seriam valores recebidos como diárias de viagens internacionais.
A PF também identificou operação suspeita na compra de um apartamento de mais de R$ 2 milhões, que seria presente do Master para Wagner, escriturado em nome de um laranja.
A defesa de Jaques Wagner negou qualquer envolvimento com irregularidades relacionadas a Vorcaro. O petista disse ainda que conversou com o presidente Lula, por telefone, e que ele teria garantido a permanência dele na liderança do governo no Congresso.
— Eu continuo na liderança até que o presidente Lula peça que eu me retire. Não acho que ele vai fazer isso, mas se ele fizer é um direito dele. O cargo de líder do governo é do presidente da República, mas eu falei com ele hoje e ele sequer tocou nesse tema — disse Wagner em entrevista à BandNews.
Na Capital, Boulos participou de mais uma edição do programa Governo do Brasil na Rua, na Praça da Alfândega. O evento oferece diversos serviços gratuitos e sem agendamento à população, como o Novo Desenrola, para renegociação de dívidas, perícias do INSS e serviços de saúde com vacinação para todas as idades.





