
Correção: o deputado Thiago Duarte (PDT) também participou da solenidade de reabertura e assistiu ao concerto da Ospa, diferentemente do publicado entre 18h59min de domingo (21) e 13hmin desta segunda-feira (22). O texto foi corrigido.
Se todos os 55 deputados estaduais – e não apenas cinco – tivessem assistido ao concerto da Ospa, na reabertura do Teatro Dante Barone, na sexta-feira (19), os músicos até poderiam sonhar com a aprovação unânime do projeto que reestrutura as carreiras na Fundação Fundação Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Fospa) e corrige distorções históricas.
O projeto, protocolado pelo Executivo no dia 11 de junho, deve ser votado nesta terça-feira (23), por acordo de líderes, junto do que propõe alterações na estrutura organizacional da Fundação Theatro São Pedro. Na prática, os servidores das duas fundações terão os salários reajustados depois de vários anos de espera.
Os 50 que tinham outros compromissos mais importantes na noite de entrega do Dante Barone reformado ainda podem assistir ao concerto no YouTube da Assembleia Legislativa para avaliar a qualidade artística dos músicos da Ospa, que nada ficam devendo aos melhores do Brasil.
Assistiram ao concerto o presidente da Assembleia, Sergio Peres (Republicanos), seu antecessor na presidência, Pepe Vargas (PT) e os deputados Miguel Rossetto (PT), Sofia Cavedon (PT) e Thiago Duarte (PDT).
Em nome dos músicos, o presidente da Fospa, Gilberto Schwartsmann, recebeu dos deputados Sergio Peres e Pepe Vargas um troféu de reconhecimento pela excelência do trabalho.
Encantado com o espetáculo que acabara de assistir, Rossetto definiu a performance do maestro Manfredo Schmiedt, diretor artístico da Ospa, com uma figura de linguagem:
— Ele é um urso capaz de fazer movimentos de borboleta quando rege a orquestra.
O público que lotou completamente o teatro se emocionou não apenas com o talento do “urso” e de seus músicos, como foi repetiu “bravo” dezenas de vezes para o pianista André Loss, que reinaugurou o piano alemão Steinway & Sons Model C, adquirido em 1972 e restaurado enquanto o prédio era reformado.
O que dizem os projetos
O projeto 229/2006 propõe ampla reestruturação das carreiras da Fundação Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Fospa). Reorganiza cargos, cria mecanismos de progressão funcional e adequa a estrutura administrativa da instituição aos modelos atuais da administração pública estadual.
Pelo texto, o Corpo de Músicos passará a ser formado por 126 cargos, sendo 121 destinados à carreira de Músico de Orquestra Sinfônica e cinco à carreira de Músico de Coro Sinfônico. A proposta também estabelece, de forma detalhada, a distribuição dos músicos por naipes, definindo quantitativos específicos para cada instrumento da orquestra. O projeto prevê a unificação de categorias funcionais atualmente fragmentadas.
A progressão passará a considerar a formação acadêmica dos servidores, enquanto as promoções ocorrerão alternadamente por antiguidade e merecimento, observados critérios de tempo mínimo de serviço, desempenho e disponibilidade orçamentária.
Já o projeto 230/2026 institui o Quadro de Dirigentes da fundação do Theatro São Pedro, composto por diretor-presidente e diretor-geral. O texto também reestrutura o Quadro de Empregos e de Funções em Comissão, voltado a atribuições de direção, chefia e assessoramento. Ao todo, são 26 vagas divididas em cargos como diretores de departamento, chefe de gabinete, coordenadores e assessores.
As alterações buscam adequar setores a exigências como captação de recursos, comunicação institucional e administração financeira. A proposta estabelece que as despesas decorrentes da execução da nova lei ocorrerão por conta de dotações orçamentárias próprias.




