
Em uma eleição como a do Senado, sem segundo turno, os candidatos precisam não só cuidar do próprio jogo, como torcer para que os adversários tropecem na estratégia. Nesta segunda-feira (25), durante o almoço comemorativo do Dia da Indústria, na Fiergs, o ex-governador Germano Rigotto (MDB) era só sorriso com os comentários que ouvia sobre a performance da adversária Manuela D’Ávila (PSOL).
Manuela, a mais ativa entre os candidatos nas redes sociais, vem pontuando bem nas pesquisas e formou uma rede de voluntários para ajudar na campanha. Até aí, tudo certo.
O escorregão foi a forma em que ela apareceu no evento de lançamento da plataforma digital para sua campanha, usando luvas de boxe ao som da trilha de Rocky Balboa, como se fosse a estrela de um musical, tudo registrado em posts no Instagram.
Fora das redes, Rigotto ouviu de eleitores reais que Manuela errou. Que o Senado não é espaço para brincadeiras ou para brigas sem fim e que esse é o principal diferencial dele em relação a Manuela e Marcel van Hattem (Novo).
— Estou muito animado. Quero ver qual é o novinho que andou 6.500 quilômetros, por terra, como eu andei desde que meu nome foi confirmado — provocou.
No final da tarde, Rigotto postou um vídeo em seu perfil no X com um texto em que procura valorizar o que tem ouvido nas ruas como seu diferencial:
“O Senado não é lugar para aventuras. É o espaço que exige o equilíbrio de quem conhece as leis e a firmeza de quem já sentiu na pele a responsabilidade de governar um Estado. Trago a capacidade de diálogo para construir soluções reais. Segue teu coração”.





