
Se o primeiro encontro na Casa Branca entre os presidentes Lula e Donald Trump terá algum resultado positivo para os brasileiros, é cedo para dizer. Encerrado o almoço protocolar, a diplomacia brasileira pode respirar aliviada, porque Lula sobreviveu ao imprevisível Trump, que já humilhou convidados sem qualquer pudor.
Ainda é presente na memória dos diplomatas e dos assessores de Lula a forma como Trump tratou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, humilhado diante das câmeras quando os dois se encontraram pela primeira vez. As fotos de Lula e Trump sorridentes e o post do presidente americano, chamando o brasileiro de "dinâmico", aliviaram a tensão entre os aliados.
"Acabei de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o muito dinâmico presidente do Brasil. Discutimos diversos temas, incluindo Comércio e, especificamente, Tarifas. A reunião foi muito produtiva. Nossos representantes têm reuniões agendadas para discutir alguns pontos-chave. Outras reuniões serão agendadas nos próximos meses, conforme necessário" escreveu Trump na rede Truth Social.
É uma mensagem um tanto vazia, mas que pode ser interpretada como um sinal de porta aberta para negociações, depois de meses de tropeços e de críticas abertas de Lula a Trump por causa da guerra.





