
Como quem recebe um troféu para exibir na estante da sala, o candidato do PL a presidente, Flávio Bolsonaro, saiu da Casa Branca com uma foto para exibir nas redes sociais e animar seus eleitores. Não é para qualquer um ter uma foto no Salão Oval com o presidente dos Estados Unidos. O encontro, organizado por Eduardo Bolsonaro e pelo blogueiro Paulo Figueiredo, com a ajuda do secretário de Estado, Marco Rubio, tira o foco do envolvimento de Flávio com Daniel Vorcaro, mas não tem o poder de apagar o assunto da campanha eleitoral.
A foto importa nestes tempos de rede social, mas faltou o que seria a coroação do encontro – um comentário de Trump na sua rede social, a Truth Social, como faz com tudo o que considera relevante. Sem o post, ficou a imagem do sorriso protocolar, como as fotos que fãs tiram com seus ídolos, substituindo os autógrafos do passado.
Daqui para a frente, o que Flávio precisa é esclarecer a relação promíscua com o “irmão” Daniel Vorcaro, de quem recebeu mais de R$ 60 milhões para financiar o filme Dark Horse, a cinegrafia do pai, que deve estrear nos cinemas em setembro. O primeiro impacto nas pesquisas foi menor do que temiam os aliados de Flávio, mas o candidato do PL perdeu pontos em todos os levantamentos.
Para complicar, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, jogou mais lenha na fogueira ao apresentar outra versão para a visita de Flávio a Vorcaro quando o dono do Master já estava com tornozeleira eletrônica. Flávio disse que foi ao encontro de Vorcaro para encerrar a relação. Valdemar afirmou que o motivo da visita foi outro: cobrar a outra parte dos repasses combinados, o que totalizaria R$ 134 milhões.

