
O jornalista Henrique Ternus colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
Criado para agilizar a construção de novas escolas e estabelecer um padrão visual na rede estadual, o projeto Escola+ foi selecionado para um dos maiores eventos do mundo de tecnologia aplicada a arquitetura, engenharia, construção e operação. O modelo desenvolvido pela Secretaria de Obras do Estado será apresentado no Autodesk University 2026, marcado para setembro, em Las Vegas.
O projeto foi uma das seis iniciativas brasileiras escolhidas para o evento, entre 183 trabalhos. As arquitetas Gabriela Fiuza e Júlia Akemi, da Divisão de Padronização da Informação da Construção, ficarão encarregadas de representar a secretaria nos Estados Unidos. Elas farão uma palestra sobre os conceitos usados no Escola+.
— Não se trata de uma iniciativa pontual, mas de um legado que deixamos para o Rio Grande do Sul. Ter esse reconhecimento em nível internacional nos dá mais uma chancela para o projeto que está qualificando as escolas do Estado — exaltou a secretária de Obras, Izabel Matte.
A primeira escola concebida nos padrões do Escola+ já está em construção. Ficará em Gravataí, no loteamento Breno Garcia. O investimento de R$ 37,4 milhões inclui o prédio, uma quadra descoberta e um ginásio esportivo.
O modelo ainda prevê soluções ecológicas e ágeis de construção, em que os ambientes são produzidos em uma fábrica, fora do canteiro de obras, e montados diretamente na área destinada à escola. Os módulos são adaptáveis aos terrenos e necessidades. O Escola+ ainda define parâmetros visuais para a rede de ensino, que já estão sendo replicados em diversas escolas estaduais — o prédio recebe a pintura na cor cinza, com detalhes em amarelo, verde e vermelho, as cores da bandeira do Estado.


