
O jornalista Henrique Ternus colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
O clima de incerteza entre líderes empresariais gaúchos com os próximos passos da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) causou surpresa ao deputado do PT, Miguel Rossetto. Representantes de federações manifestaram preocupação com o futuro do país diante de um cenário de crise fiscal — causada, segundo o presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa, pelas políticas públicas de Lula.
Rossetto refuta o discurso do empresário de que o país enfrenta uma situação de perda de renda, endividamento, inadimplência e recuperações judiciais. Pelo contrário, o deputado considera que o Brasil experimenta um momento de crescimento econômico, com baixa inflação e desemprego e aumento da massa salarial.
— Surpreende em especial a manifestação do presidente da Federasul. O que produz crise não é investimento público ou valorização da renda do trabalho, mas sim juros excessivos e ausência de compromisso com o desenvolvimento nacional. O que os empresários querem? A barbárie? — questiona o petista.
À coluna, Sousa Costa relatou um sentimento de "desalento" após a revelação das conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Para o presidente da Federasul, Flávio vinha se apresentando como "a alternativa politicamente mais viável para uma mudança" para enfrentar as causas da crise social e econômica "com valores e princípios".


