
Considerado uma espécie de tira-teima, depois que a pesquisa AltasIntel/Bloomberg mostrou queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro, o Datafolha confirmou os principais números e a má notícia para os desafiantes Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). Nenhum dos três consegue avançar no território da família Bolsonaro, o que deve garantir a sobrevivência de Flávio, se nada mais aparecer.
Quem mais se beneficiou da queda nas intenções de voto de Flávio foi o presidente Lula, que saiu do empate cravado em 45% para a liderança no segundo turno (47% a 43%) e ampliou a vantagem no primeiro, de três para nove pontos (40% a 31%). Caiado teve 4%, Zema e Renan, 3% cada.
Os números do Datafolha trazem um certo alívio para Flávio e seus aliados, que temiam uma queda maior do que a mostrada no AtlasIntel. A leitura imediata é de que a sangria foi estancada e que, se não surgirem fatos novos, Flávio segue como a opção preferencial do PL.
Seu desempenho é semelhante ao de Michelle Bolsonaro, testada pelo Datafolha diante das especulações de que poderia substituir o enteado. Em eventual segundo turno entre Lula e Michelle, o presidente tem 48% e a ex-primeira-dama, 43%. Tanto ela quanto Flávio têm números melhores do que Zema e Caiado. Em um confronto direto, Lula teria 48% e Zema e Caiado os mesmos 39%.
No quesito rejeição, Flávio tem 46% e Lula, 45%, situação que se caracteriza como empate técnico. Nesse ponto, Michelle leva vantagem. É rejeitada por 31% dos eleitores — ainda assim o dobro de Caiado (15%) e mais do que Zema (18%).

