
O jornalista Henrique Ternus colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
Está prevista para o dia 8 de junho a participação do governador Eduardo Leite na CPI dos Pedágios. Leite concordou em apresentar detalhes das concessões de rodovias no Estado e responder perguntas dos deputados na comissão que investiga os modelos elaborados pelo Piratini e critica o preço calculado para os pedágios.
O depoimento ocorrerá dois dias antes o leilão do bloco 2 das rodovias estaduais, marcado para 10 de junho. Coincidentemente, os deputados devem votar o relatório final da CPI no mesmo dia, já que a comissão está prevista para encerrar os trabalhos até o dia 14.
Líder do governo na Assembleia, o deputado Frederico Antunes (PSD) articula diretamente com o relator da CPI, deputado Miguel Rossetto (PT), e com o presidente, Paparico Bacchi (PL). A data sugerida inicialmente seria 3 de junho, mas Frederico argumenta que a véspera do feriado de Corpus Christi poderia afastar a participação de membros da comissão.
Mesmo sem ter o martelo batido sobre a data, um roteiro de como funcionará a sessão já foi definido entre governo e CPI. No plenarinho da Assembleia, a reunião começará com uma manifestação inicial de até 10 minutos do presidente Paparico, que endereçará perguntas e apontamentos ao governador. Leite responderá na sequência. Rossetto será o próximo a falar e terá também 10 minutos para encaminhar suas dúvidas, antes que Leite novamente apresente suas respostas.
Todos os membros titulares poderão falar na sequência, com cinco minutos à disposição de cada um, e o governador responderá a todos de forma unificada após as manifestações.
Leite não é obrigado a depor, mas desde o início tem dito que aceitará o convite para esclarecer as dúvidas dos deputados. O convite para que o governador compareça à CPI foi aprovado no final de fevereiro, após iniciativa do próprio Leite, que se colocou à disposição da comissão para defender o modelo do governo estadual.




