
A primeira reunião entre as direções do PDT e do PT após a aprovação da aliança que terá Juliana Brizola como candidata a governadora e Edegar Pretto como vice, na manhã desta sexta-feira (17), foi amistosa e sem deliberações. Os petistas que foram à sede do diretório estadual do PDT mostraram ter assimilado a intervenção da direção nacional e do presidente Lula e apenas apresentaram o documento de 21 pontos que haviam aprovado no início da semana e outro com as diretrizes para eleição deste ano.
Ficou acertado que haverá nova reunião no dia 27 para tratar da organização da campanha. O coordenador-geral será o ex-deputado Vieira da Cunha (PDT) e os novos aliados indicarão seus representantes para as comissões que em geral todas as campanhas têm – mobilização, comunicação, plano de governo e articulação política.
O deputado Pepe Vargas, por exemplo, que vinha coordenando a elaboração do Plano de Governo de Edegar Pretto, deverá ser convidado para atuar na mesma área. Na comunicação e no marketing, será do PDT a decisão de continuar ou não com a equipe que está na pré-campanha, com os aliados entrando com reforços.
No encontro, Juliana Brizola e Pretto trocaram elogios e reforçaram o compromisso conjunto com a construção de um projeto voltado ao desenvolvimento do Estado e à melhoria da vida da população gaúcha.
A fala de Juliana elogiando Pretto foi publicada nas redes sociais em vídeo no qual os dois aparecem sentados lado a lado.
— A gente sabe que todos nós temos as nossas diferenças, em alguma questão, mas deixar de lado essas diferenças em prol de algo maior é uma atitude muito nobre. Então eu te agradeço aqui de coração. Pela grandeza, pelo desprendimento e, sobretudo, pela responsabilidade com o atual momento — disse a candidata.
Juliana destacou que, pela primeira vez na história, “o campo democrático estará unido já no primeiro turnos” e completou:
— Isso diz muito sobre o tempo que estamos vivendo. E, principalmente, sobre o futuro que vamos construir juntos.
Pelo discurso, a chapa PDT-PT vai tentar se apropriar da expressão “campo democrático”, como se os outros candidatos não fossem democratas.





