
Mesmo que a direção nacional do PT imponha a aliança com o PDT no Rio Grande do Sul, editando uma “orientação” para o partido desistir da candidatura de Edegar Pretto para apoiar Juliana Brizola, o presidente Lula não terá palanque único no Rio Grande do Sul. O PSOL, que hoje integra a aliança de seis partidos em torno de Edegar, voltou a avisar que se ele não for o candidato sairá da coligação.
— Não tem cabimento uma chapa de oposição ser encabeçada por um partido que esteve nos últimos oito anos ajudando Eduardo Leite a governar — resumiu a deputada estadual Luciana Genro, presidente estadual do PSOL.
Cotado para ser o candidato no caso de o PT se aliar ao PDT, o vereador Pedro Ruas gravou um vídeo para as redes sociais após a entrevista de Edinho Silva à Rádio Gaúcha. No vídeo, Ruas diz:
— É com o PT, com o Edegar Pretto, que nós do PSOL temos uma aliança, E nós não abrimos mão disso. É importante que as direções nacionais saibam que nós queremos o Edegar Pretto, sim, e não abrimos mão para outra candidatura. O que é isso? A esquerda vai ficar sem representante nas eleições? O Edegar é a esquerda nas eleições. E é por isso que nós fazemos questão de dizer que nós queremos o Edegar Pretto. Mas se a direção nacional do PT, ouçam bem, retirar o Edegar Pretto, esta é a minha opinião, nós nos reservamos o direito de ter outro caminho, até mesmo a candidatura própria. Porque é certo que aqui no Rio Grande do Sul a esquerda terá candidato.
A pré-candidata do PSOL ao Senado na aliança com o PT, Manuela D’Ávila, não quis se pronunciar sobre as articulações. Recém-chegada ao partido, deixou as manifestações para os líderes mais antigos e segue arrebanhando voluntários para trabalharem na sua campanha.
Nos bastidores, os líderes do PSOL ponderam que além da participação no governo Leite, que os afasta do PDT, Juliana não fez até agora nenhum gesto de aproximação, nem de defesa do governo Lula. A avaliação é de que passou o tempo para a construção da “frente de esquerda”, com a participação do PDT, defendida no final de 2025, e que faltou habilidade à direção nacional do PT para ler o cenário regional.




