
Os números da pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (30) devem ser motivo de comemoração contida pelas campanhas da Juliana Brizola (PDT) e Luciano Zucco (PL), que aparecem tecnicamente empatados no primeiro turno.
Juliana tem 24% e Zucco, 21%. Contida porque quem está à frente mesmo é um personagem decisivo, que não tem partido. São os indecisos. Mesmo com a apresentação de um cartão com o nome dos pré-candidatos, 34% responderam que não sabem quem escolher. E 12% estão dispostos a votar nulo ou em branco.
Como se isso fosse pouco, nada menos do que 68% dos entrevistados pela Quaest responderam que sua opção ainda pode mudar, o que é natural, dado que a campanha não começou. Os dados sobre indecisos e eleitores que ainda podem mudar o voto deixam o cenário no Rio Grande do Sul em aberto.
Os 24% de Juliana contra 21% de Zucco significam empate técnico porque a pesquisa tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Juliana e seus aliados do PT, PSOL, PSB e outros partidos menores têm a comemorar a liderança dela nos cenários de segundo turno. Na disputa direta com Zucco, candidato da situação, Gabriel Souza (MDB) tem 6% das intenções de voto. Seria um percentual desanimador, não fossem os elevados índices de indecisos e eleitores que ainda podem mudar o voto, o que reforça a importância dos debates e das entrevistas dos candidatos.
A favor de Gabriel e de Marcelo Maranata (PSDB) pesa um outro dato: 45% dos eleitores não querem um candidato ligado ao presidente Lula nem ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Os que desejam votar em alguém alinhado a Lula são apenas 23%. Simpatizantes de um candidato alinhado a Bolsonaro somam 28%. Isso significa que o apoio de um ou de outro pesa por um lado e prejudica pelo outro.
Um dado preocupante para Juliana é o alto índice de rejeição na comparação com os adversários. De cada cem entrevistados, 35 disseram que conhecem a candidata e não votariam nela. Zucco é rejeitado por 17% dos entrevistados, Gabriel por 12% e Maranata por 9%.
Gabriel tem nos dados secundários uma notícia boa e outra ruim. A boa, o governo de Eduardo Leite é aprovado por 51% dos entrevistados. A ruim, 49% dos eleitores acham que ele não merece eleger o sucessor.
A pesquisa Quaest, encomendada pela Genial Investimentos, ouviu 1.104 eleitores entre os dias 24 e 28 de abril. Está registrada no TSE sob número 03000/2026.




