
Primeiro pré-candidato a presidente a falar no Tá na Mesa Eleições, da Federasul, o ex-governador de Minas repetiu as críticas feitas no Gaúcha Atualidade e no Fórum da Liberdade aos governos do PT e ao Supremo Tribunal Federal. Defendeu não só o impeachment dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, como a prisão dos dois por envolvimento no escândalo do Banco Master.
O presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa, propôs que o candidato abordasse o tema "Brasil, uma potência na segurança alimentar, energética e mineral – um povo que quer fazer frutificar e usufruir de suas riquezas". Pediu que apresentasse um projeto para o Brasil, integrando todas as regiões. Destacou que o Rio Grande do Sul sofre há muitos anos com um processo de isolamento em relação aos demais Estados ao Mercosul. Ilustrou com o exemplo da BR-290 para lembrar que o Estado carece de uma rodovia duplicada até a divisa com o Uruguai e a Argentina. Ressaltou que também não temos ferrovias, apesar de o Estado ser um grande produtor de grãos e de ter uma indústria desenvolvida e competitiva.
Zema preferiu focar na sua própria história e no que fez como governador de Minas. Contou com orgulho que sempre teve aversão à política e que foi por 30 anos um empresário de sucesso, até aceitar o convite do Novo para ser governador. O ex-governador disse que o Brasil precisa “de um choque de moralidade e ética para acabar com a farra dos intocáveis de Brasília como os ministros do STF que transformaram o Supremo num balcão de negócios”. Defendeu também um choque fiscal, através de reformas administrativa e previdenciária, como forma de reduzir a taxa de juro.
Defensor de um choque de segurança, Zema contou que foi a El Salvador conhecer “a bem-sucedida estratégia de segurança do país, que reduziu os homicídios em 99%, colocando os criminosos na cadeia”. Não esclareceu que El Salvador vive um regime de exceção soba presidência de Nayib Bukele, com milhares de pessoas presas sem mandado judicial, sem julgamento e sem condenação, com denúncias de tortura e outras violações de direitos humanos.




