
O jornalista Henrique Ternus colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
Marcelo Maranata (PSDB) inaugurou, nesta quarta-feira (29), uma série de painéis promovidos pela Federasul com os pré-candidatos ao governo do Estado. O tucano foi o primeiro dos quatro principais postulantes ao Piratini a expor suas ideias e propostas de um eventual governo para uma plateia de empresários e representantes do comércio, da indústria e do varejo.
Maranata teve 30 minutos para apresentar sua visão para o Estado, e aproveitou parte deste tempo para fazer um resgate da sua trajetória desde o primeiro emprego, quando era engraxate na barbearia do pai. Ciente do público que o ouvia, falou da experiência como varejista em Guaíba antes de elencar o desenvolvimento econômico como a principal bandeira que defenderá durante a campanha. Ele ainda se comprometeu a não aumentar impostos caso eleito.
Além do desenvolvimento, o tucano definiu saúde, educação, infraestrutura e inovação como os eixos principais de um eventual governo. Maranata aproveitou para alfinetar o discurso do governador Eduardo Leite, encampado pelo vice e também pré-candidato, Gabriel Souza (MDB), de que o Estado está diferente.
— Temos uma dívida gigante, não estamos investindo há muito tempo o mínimo em saúde, R$ 2,5 bilhões a menos. 85% da nossa população está endividada e essa é a bolha que ninguém quer falar. Está muito diferente, para o lado negativo — criticou Maranata, que também citou o elevado número de feminicídios e a infraestrutura do Estado, que chamou de "deficitária".
De fora dos polos, representados na corrida eleitoral por Luciano Zucco (PL) e Juliana Brizola (PDT), e do governo estadual, Maranata sabe que terá de fazer mais esforço para tornar-se competitivo. Com menor tempo de propaganda em rádio e televisão e menos dinheiro para a campanha, o candidato do PSDB vai apostar em debates e em agendas pelo Estado para ganhar visibilidade.
Vice a definir
Depois da desistência de Betty Cirne Lima de concorrer como vice de Maranata para retornar ao comando da Expointer, o PSDB se movimenta nos bastidores para definir um novo nome para ocupar o posto na chapa. O favorito no momento é Cláudio Diaz, que havia retornado ao partido como pré-candidato ao Senado. Tanto Maranata quanto Moisés Barboza, presidente estadual do PSDB, consideram Diaz como um nome forte principalmente pela representatividade no agro e na região sul do Estado.
A decisão deve ocorrer nos próximos dias, já que Moisés planeja chegar ao encontro de pré-candidatos do partido, no dia 16 de maio, com a chapa majoritária definida. Caso Diaz seja escolhido para ser vice, ganha força a indicação do cantor Renato Jaguarão (Cidadania) para concorrer ao Senado. Ele é assessor da deputada Any Ortiz (PP).
De olho na agenda
Zucco será o próximo pré-candidato ouvido pela Federasul, em edição do Tá Na Mesa agendada para 13 de maio. No dia 20, será a vez de Juliana, enquanto Gabriel encerra a série de painéis em 3 de junho. Em seguida, em data a ser confirmada, a Federasul organizará um debate com os quatro postulantes ao Piratini.






