
Na véspera da reunião em que a comissão eleitoral nacional do PT deve emitir uma "orientação" ao diretório gaúcho para que abra mão da candidatura de Edegar Pretto em favor de uma aliança com o PDT, Juliana Brizola divulgou nas redes sociais um texto com o título "Pela unidade do campo democrático, pela vitória do Brasil e do Rio Grande". No Instagram, o texto precisou ser dividido em cinco partes, pela extensão. Somadas, são 88 linhas em letras brancas sobre fundo azul.
"Nos últimos anos, temos assistido a uma política cada vez mais distante da vida real. Uma política que passou a falar cada vez mais de si mesma e cada vez menos das pessoas", começa Juliana, dando a falsa impressão de que o presidente Lula estaria incluído na crítica. E prossegue: "Enquanto isso, o que deveria estar no centro do debate foi sendo empurrado para a margem: o emprego, a renda, a saúde, a segurança, a escola, o transporte, a dignidade de quem acorda cedo, trabalha duro, paga imposto e espera que o Estado funcione. Política é ferramenta de transformação e precisa servir às pessoas".
Na segunda parte, diz que a democracia no Brasil "segue ameaçada pelo avanço do autoritarismo, marcado pela intolerância e pela desinformação". Só na terceira fica claro que o manifesto é em defesa da aliança com o PT.
"Por todas essas razões, nosso compromisso com o presidente Lula é firme e estratégico, voltado à reconstrução do Brasil, à retomada do desenvolvimento com justiça social e responsabilidade fiscal. Essa é uma decisão construída nacionalmente pelo PDT e é esse o caminho que queremos liderar aqui no Rio Grande do Sul", escreve Juliana.
Em seguida pergunta: "A quem serve irmos, mais uma vez, divididos para a eleição? Qual o preço que o nosso campo está disposto a pagar por essa fragmentação? Marcar posição e eleger parlamentares é importante, mas é a nossa prioridade no momento?"
A candidata informa que o PDT decidiu deixar o governo de Eduardo Leite "como passo necessário para a construção de uma alternativa livre, coerente e comprometida com o desenvolvimento econômico e a justiça social".
O manifesto termina com um slogan que deverá ser o da campanha se a aliança se confirmar: "Pela unidade e pela vitória do campo democrático! Lula lá, Brizola aqui".

