
O jornalista Henrique Ternus colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
O mês de abril começa com mudanças em 20 das 55 cadeiras da Assembleia Legislativa. Durante a janela partidária, aberta desde há um mês, 13 deputados confirmaram a troca de partido e outros sete titulares voltam aos mandatos depois de comandarem secretarias no governo do Estado (veja abaixo como fica o plenário).
Os últimos a migrarem de sigla foram Thiago Duarte, que deixou o União Brasil rumo ao PDT, e Elizandro Sabino, que saiu do inexpressivo PRD para o Republicanos. Os dois assinaram ficha nos novos partidos nesta segunda-feira (30), durante atos em Porto Alegre.
Antes deles, sete deputados migraram para o PSD, partido que mais cresceu durante o período e agora detém a segunda maior bancada da Assembleia. Quatro são egressos do PSDB (Valdir Bonatto, Nadine Anflor, Pedro Pereira e Neri, o Carteiro), acompanhados por Elton Weber, que saiu do PSB. No último domingo (29), Frederico Antunes e Ernani Polo, do PP, e Aloísio Classmann, do União Brasil, também assinaram ficha no partido do governador Eduardo Leite.
Há ainda um nono deputado do PSD, Dimas Costa, mas a cadeira está prestes a ser ocupada pelo Progressistas. Isso porque Juliano Franczak, o Gaúcho da Geral, vai retornar ao Legislativo após ser titular da Secretaria de Esportes e Lazer no governo estadual. Eleito pelo PSD, Gaúcho da Geral filiou-se ao PP na última quinta-feira (26), acompanhando a deputada federal Any Ortiz.
No saldo, o PP perdeu dois deputados e ganhará um, e, portanto, encerrará a janela com sete parlamentares na bancada, a terceira maior do plenário.
Com as movimentações, três bancadas deixaram de existir: além do PSDB (o quinto integrante, Kaká D'ávila, foi para o Podemos) e do PRD, o PCdoB perdeu sua única deputada, Bruna Rodrigues. Na última semana, ela anunciou sua filiação ao PSB, que mantém a bancada com uma cadeira.
O União Brasil que corria o risco de acabar sem deputados, com o assédio do PSD ao deputado Dirceu Franciscon, respira aliviado. O presidente Luiz Carlos Busato recebeu de Franciscon a garantia de que ele vai continuar.
Sem movimentações, o PT se manteve com o maior número de deputados, 11. Seu antagonista, o PL conquistou a quinta cadeira a partir da filiação de Cláudio Branchieri, que deixou o Podemos. Novo, com um parlamentar, e PSOL, com dois, não tiveram alterações.
Retornos
Mesmo sem adições, o MDB terá três alterações na sua bancada. Os secretários Beto Fantinel (Desenvolvimento Social), Juvir Costella (Logística e Transportes) e Edivilson Brum (Agricultura) estão deixando os cargos para que fiquem aptos a concorrer e, com isso, retornam à Assembleia. Eles assumem os lugares dos suplentes Carlos Búrigo, Rafael Braga e Tiago Simon.
Também haverá mudanças no PDT, com a volta de Gilmar Sossella (Trabalho) e Eduardo Loureiro (Cultura), além de Thiago Duarte na quinta cadeira. Sairão os suplentes Airton Artus e Tiago Cadó.
Na última terça-feira (24), Ronaldo Santini (Podemos) retornou ao plenário, depois da gestão na Secretaria do Turismo.


