Condutor do Plano Rio Grande, que concentra as ações do governo estadual no pós-enchente, o governador Eduardo Leite se orgulha do que foi feito nestes dois anos, sem supervalorizar o que falta fazer. No balanço que fez nesta quarta-feira (29) no Gaúcha Atualidade, Leite sustentou o que vem dizendo desde 2025: o Rio Grande do Sul está mais preparado para enfrentar uma enchente — o que não significa imune a uma tragédia climática como a de 2024.
O governador reconhece que ainda há muito por ser feito, mas diz que prefere celebrar o que conseguiu entregar. Destaca que o Rio Grande do Sul tem carência de engenheiros, o que afeta o ritmo das empresas e do andamento de projetos, como os que envolvem as bacias dos rios Gravataí e Caí, citados por Leite como exemplos de trabalhos que estão sendo desenvolvidos pelas mesmas equipes.
Mesmo assim, ressaltou o avanço na dragagem de rios, por meio do programa Desassorear RS, com investimento de R$ 300 milhões pelo governo do Estado para remoção de sedimentos dos leitos de canais e córregos menores de 145 municípios, em que há ameaça real para as comunidades ribeirinhas em caso de cheias.
— O rio Pardinho, que passa ali por Sinimbu, teve trechos de deposição de material nas curvas do rio, que, se não forem retirados, significa que a água vai seguir um outro curso e vai ameaçar uma comunidade que está à beira do rio. Até agora, o que se retirou de material do fundo desses rios é o equivalente a quase 3 mil piscinas olímpicas cheias de lodo e de areia, de terra — explica Leite.
No caso do Guaíba, os dados levantados pelo governo estadual indicam que não há necessidade de dragagem para evitar novas cheias, pois não houve alterações significativas no volume de material depositado no leito. Entretanto, o governo está fazendo o desassoreamento entre o Guaíba e a Lagoa dos Patos com foco na navegação. O investimento é de R$ 700 milhões.

Leite também exaltou a construção de novas moradias para os atingidos pela enchente de 2024, reforçando que a habitação é sua maior preocupação diante de tudo o que ainda precisa ser feito, já que apenas 10% das 2,5 mil unidades do Estado foram concluídas até agora. O governador admite que estava ciente de que o processo de entrega das casas definitivas levaria tempo até ser concluído, mas garantiu que vai "deslanchar" neste ano.
— Você pode olhar pelas milhares que já receberam ou pode olhar por aquelas que ainda não receberam, mas nós estamos trabalhando. Nos próximos meses vai deslanchar a entrega da maior parte das casas, porque finalmente foi destravada essa parte de identificar e preparar o terreno — destacou, enfatizando que um bairro todo novo será construído em Eldorado do Sul com recursos do Estado.







