
O jornalista Gabriel Jacobsen colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
Publicamente, o tom de Edegar Pretto é de luta e de esperança para manter de pé a sua pré-candidatura, mesmo depois do baque causado pela entrevista do presidente nacional do PT, Edinho Silva, à Rádio Gaúcha, nesta quinta-feira (2). Edinho explicitou o acordo nacional que prevê que, no Rio Grande do Sul, o PT apoie a pré-candidatura de Juliana Brizola (PDT).
Em entrevista à coluna, Edegar Pretto prometeu não recuar em sua pré-candidatura e disse ter uma tática eleitoral melhor do que a do PT nacional.
— A minha pré-candidatura está mantida porque o PT, o PSB, o Partido Verde, o PSOL, o PCdoB e a Rede compreendem que esse é o melhor e mais potente palanque para a reeleição do presidente Lula. Nós não somos um Estado qualquer. O que nós estamos dialogando é que a nossa tática eleitoral (do PT/RS) é a melhor, é a mais correta para garantir a reeleição do presidente Lula — disse Edegar.
Pela manhã, Edinho Silva defendeu que a prioridade do partido são os acordos nacionais para viabilizar a reeleição de Lula. Pela tarde, nesta entrevista à coluna, Edegar Pretto disse que existem prioridades locais a serem respeitadas:
— Sabemos do acordo que o Partido dos Trabalhadores fez a nível nacional com o PDT e respeitamos muito o PDT. A eleição do presidente Lula é nossa prioridade, mas nós também temos as nossas prioridades locais. E o Rio Grande do Sul, no entendimento do PT, do nosso estado e dos demais cinco partidos, é uma prioridade porque aqui o palanque está montado.
Caso o plano do PT nacional vença, Pretto garante que não será de forma alguma candidato à vice de Juliana rizola:
— Não tenho plano B. Não tem nenhuma possibilidade (de ser vice do PDT), não está no nosso cenário. Como eu disse, eu me preparei para ser candidato e ser governador do Estado.
Ao PT nacional, Pretto repetirá uma lista de argumentos, incluindo o de que o partido, nestas eleições, não tem chances reais em tantos estados, o que acredita haver no Rio Grande do Sul. Segundo, que o acordo com o PDT pode ser revisto pela executiva nacional.
— Não são muitos os estados do Brasil que o PT está na cabeça de chapa e com possibilidades reais de vitória, como nós temos aqui no Rio do Sul. Esse também tem sido os argumentos que nós estamos apresentando aos nossos dirigentes nacionais. E eu sei que o PDT tem outras prioridades, não é só o Rio Grande do Sul, e que parte dessas prioridades já foram atendidas (pelo PT).


