
Assim que recebeu a comunicação do presidente nacional do PT, Edinho Silva, sobre a tática eleitoral no Rio Grande do Sul, o pré-candidato do partido a governador postou nas redes sociais sua resposta.
“Respondi que, na condição de pré-candidato escolhido por unanimidade no último encontro estadual do partido, solicitei a convocação do Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras. Quero tratar desse tema com a instância que me colocou na condição em que estou hoje”, escreveu Edegar.
O pré-candidato acrescentou que sua candidatura nunca foi um movimento pessoal e, há alguns meses, já não é apenas uma pré-candidatura do PT.
“Como ficou evidente no ato realizado, ela (sua candidatura) representa uma frente política que conhece o nosso estado e sabe qual é o melhor caminho para contribuirmos com a vitória do presidente Lula”, escreveu Edegar, referindo-se à manifestação de segunda-feira, nas qual foi lido um manifesto assinado por representantes de cinco partidos, defendendo a manutenção da candidatura.
“Como disseram nossas grandes referências Raul Pont, Tarso Genro e Olívio Dutra, democracia é construção, não imposição. Não pode ser seletiva, precisa ser respeitada em todas as instâncias. A instância partidária que definiu a tática eleitoral no Rio Grande do Sul é soberana para decidir o meu papel nas eleições deste ano”, concluiu.
“Democracia não se faz com imposição”
Questionado pela coluna se teria como liderar a negociação com o PDT, sugerida pelo grupo de trabalho do PT nacional, Edegar Pretto respondeu (por escrito): “Não tenho como convencer alguém de algo que eu próprio estou convencido de que não é o melhor caminho para a reeleição do presidente Lula. Esperem de mim todo o empenho e trabalho para que a minha pré-candidatura, definida por unanimidade no PT e com apoio consistente de outras forças políticas, seja respeitada e garantida. A democracia, como disse no ato de ontem, não pode ser seletiva, precisa ser respeitada em todas as instâncias. Como disse o Raul (Pont), também no ato de ontem, democracia não se faz com imposição. Se faz com diálogo."




