
O jornalista Henrique Ternus colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
Foi em clima amistoso, como um encontro de velhos amigos, que o PSOL formalizou o apoio à candidatura de Juliana Brizola (PDT) ao Palácio Piratini, depois de ameaçar lançar um concorrente. Líderes dos dois partidos e também do PT foram à sede pedetista, em Porto Alegre, na tarde desta quarta-feira (22). Juliana recebeu em mãos a carta com as 10 reivindicações do PSOL para o plano de governo.
Representantes dos três partidos falaram sobre a "honra" e a "alegria" de compor uma chapa histórica, em que, pela primeira vez no Rio Grande do Sul, o PDT encabeçará o grupo com o apoio de PT e PSOL. Em uníssono, reforçaram que o principal desafio será derrotar a extrema direita, representada no pleito por Luciano Zucco (PL).
Última a falar, Juliana afastou os temores dos aliados mais à esquerda, que não viam na pré-candidata do PDT uma disposição genuína para defender a reeleição do presidente Lula durante a campanha eleitoral.
— Esta não é uma união de faz de conta. Não quero que restem dúvidas do comprometimento do PDT com a reeleição do presidente Lula. Não há a menor chance de o PDT não estar na linha de frente — garantiu.
Acompanhado de líderes do PSOL, entre eles a pré-candidata a senadora, Manuela D'Ávila, foi o vereador Roberto Robaina quem fez o discurso inicial em nome do partido. Além de elogiar a escolha de Edegar Pretto (PT) como vice na chapa, também explicou o "apoio crítico" anunciado pelo partido, após provocação de José Fortunati (PT).
— Não está relacionado à campanha, e sim à composição de governo. Faremos campanha com muita vontade, porque avaliamos que seria um enorme problema ter uma repetição do segundo turno de 2022.
Com sete partidos confirmados na frente de esquerda (PDT, PT, PSOL, PCdoB, PV, Rede e PSB), e com conversas avançadas para agregar o Avante, o grupo se reunirá na próxima segunda-feira (27) para dar início à elaboração conjunta do plano de governo e tratar da estratégia de campanha. No Dia do Trabalho, Juliana e Edegar devem fazer um ato conjunto, ao lado de Manuela e Paulo Pimenta (PT), para lançamento oficial da chapa majoritária com os três partidos.




