Em Porto Alegre para o Fórum da Liberdade, o pré-candidato do Novo a presidente defendeu no Gaúcha Atualidade duas reformas que considera essenciais para o futuro do Brasil, a da administrativa e a da Previdência. No caso da Previdência, a ideia é ampliar o tempo de contribuição conforme aumenta a expectativa de vida dos brasileiros. Isso seria feito com um projeto ao Congresso prevendo atualização automática do tempo em que o trabalhador precisa contribuir para se aposentar.
A reforma administrativa seria válida apenas para os futuros servidores públicos e incluiria o fim da estabilidade, para dar maior flexibilidade aos governos quando entenderem que é necessário enxugar a máquina. Os direitos dos atuais servidores, que têm a estabilidade garantida, seriam respeitados. Zema também propõe endurecer as punições para servidores públicos que cometem irregularidades. Diz que hoje os processos administrativos são engavetados.
Na disputa pelos votos dos eleitores de direita, Zema concorre com Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Aldo Rebelo (Democracia Cristã). A seu favor, usa o mesmo argumento de Caiado: a experiência administrativa, atributo que falta a Flávio. Questionado se poderá ser o vice de Flávio, Zema repetiu que irá até o fim como candidato a presidente, contando que sua participação contribuirá para qualificar o debate no primeiro turno. No segundo, a unidade em torno do que se classificar nesse campo será automática.

Em praticamente todas as respostas Zema atacou os governos do PT, a quem responsabilizou pela situação fiscal difícil em Minas e pelos problemas do Brasil. Atribuiu o juro alto à “gastança” do governo Lula.
Insistindo que não é político, apesar dos sete anos e três meses como governador de Minas, Zema fez o maior ataque aos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Afirmou que não só deveriam ser alvo de um processo de impeachment, como ser presos pelas relações com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.




