
Os debates de primeiro turno na eleição para governador do Rio Grande do Sul tendem a ser mais produtivos do que o de disputas anteriores, pelo número restrito de candidatos. Pelo cenário de hoje, serão apenas quatro candidatos de partidos ou alianças com direito a participação nos debates – Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL) e Marcelo Maranata (PSDB).
O PSOL, que ainda não assimilou a aliança PT-PDT, que implodiu a candidatura de Edegar Pretto, ameaça lançar candidato, mas deve acabar cedendo para não atrapalhar Manuela D’Ávila, que disputa uma vaga no Senado.
Com menos candidatos, fica mais difícil se reproduzir o fenômeno verificado em outras eleições, em que aqueles sem perspectiva de chegar ao segundo turno faziam aliança informal com um mais cotado, fazendo jogadas ensaiadas para favorecer o aliado de ocasião. Em tese, todos os quatro tentarão convencer os eleitores de quem têm condições de chegar ao segundo turno.
Em 2022, os debates foram superficiais, pelo excesso de candidatos. Dos 11 que concorreram, oito tinham direito a participar dos debates – Onyx Lorenzoni (PF), Eduardo Leite (PSDB), Edegar Pretto (PT), Luis Carlos Heinze (PP), Roberto Argenta (PSD), Vieira da Cunha (PDT), Ricardo Jobim (Novo) e Vicente Bogo (PSB).
Para o Senado, o número acabará sendo quase o mesmo, porque em 2022 estava em disputa apenas uma vaga. Neste ano serão duas. Os candidatos já definidos são Marcel Van Hattem e Ubiratan Sanderson (PL-Novo-PP/União Brasil-Republicanos-Podemos), Manuela D’Ávila e Paulo Pimenta (PDT-PT-PSOL-PSB-PCdoB-Rede-PV), Germano Rigotto e Frederico Antunes (MDB-PSD-Avante) e Claudio Diaz (PSDB). Os tucanos ainda não definiram se terão um segundo candidato.
Partidos menores, sem representação no Congresso, podem até lançar candidatos, mas a participação nos debates não será obrigatória.
A tendência de enxugamento no número de candidatos já se confirmou em 2024, na eleição para prefeito de Porto Alegre, quando somente quatro partidos ou frentes tiveram espaço dos debates. Concorreram Sebastião Melo (MDB), Maria do Rosário (PT), Juliana Brizola (PDT) e Felipe Camozzato (Novo). Melo e Rosário disputaram o segundo turno e o prefeito foi reeleito.





