
A Expointer 2026 terá de volta a administradora que modernizou o Parque de Exposições Assis Brasil nos últimos anos. A empresária Betty Cirne Lima, que deixou o comando do parque para concorrer a deputada federal e depois aceitou o convite de Marcelo Maranata (PSDB) para ser candidata a vice-governadora, atendeu ao apelo de entidades do agronegócio e voltará para o cargo que ocupou nos últimos anos. O governador Eduardo Leite e o vice Gabriel Souza atenderam ao apelo do setor e convidaram Betty para voltar.
Ao lado de Betty, Maranata disse à coluna que não poderia resistir ao chamado de um setor tão importante para a economia gaúcha, como é o agronegócio. Contou que os líderes estão apavorados com o abandono do parque e temem pelo sucesso da Expointer sem a “prefeita” que comandou com tanta eficiência as últimas edições da feira.
— Lamento perder a Betty na chapa, já que somos muito afinados, mas eu venho do setor privado e sei entender as suas dores. Para não criar um problema, aceitei abrir mão da minha companheira de chapa — disse Maranata.
Betty recebeu quatro cartas de teor semelhante (leia os documentos abaixo), apelando pelo seu retorno — da Farsul, da Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo Crioulo (ABCCC), do Sindicato das Indústrias de Máquinas Agrícolas e da prefeitura de Esteio, co-organizadora da Expointer.
Produtora rural, filha de Luiz Fernando Cirne Lima, uma lenda do agronegócio, Betty cresceu no meio e conhece o setor como poucos. Na retomada da Expointer depois da enchente de 2024 teve um papel fundamental para a recuperação do Parque Assis Brasil em tão curto espaço de tempo.
Maranata ainda não definiu quem substituirá Betty na chapa. Diz que o nome será escolhido de comum acordo com o PSDB e o Cidadania.




