
O jornalista Henrique Ternus colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
Quase dois meses depois de o diretório do PP aprovar um indicativo de aliança que resultou em disputas internas e desistência de um pré-candidato, a sigla e o PL oficializaram a aliança para a disputa pelo Palácio Piratini. A confirmação não veio em um grande ato ou anúncio nas redes sociais, mas foi selada durante almoço nesta segunda-feira (16), em uma churrascaria na zona norte da Capital, que reuniu pela primeira vez deputados estaduais e federais das duas bancadas.
De acordo com o presidente estadual do PP, Covatti Filho, o almoço foi o primeiro movimento depois que a legenda conseguiu a "unidade partidária", e incluiu no cardápio a discussão de ideias para o plano de governo, posicionamento político e primeiras estratégias eleitorais.
Ao final do encontro, progressistas e liberais posaram para foto, em que o pré-candidato Luciano Zucco (PL) aparece abraçado em Silvana Covatti (PP), favorita para ser a vice da chapa. À coluna, Covattinho despistou sobre qualquer confirmação da dobradinha e afirmou que o registro não passou de "coincidência", garantindo que o partido ainda não decidiu sua indicação.
— Não quero queimar etapas. Não tinha como começar essa construção interna sem antes fazer essa aproximação. Agora que teve, vamos ver nossas indicações.
Além de Silvana, o senador em fim de mandato Luis Carlos Heinze também é cotado para ser vice na chapa. Heinze, que não participou do almoço porque cumpria agenda em São Borja, afirmou à coluna que ou será candidato a vice ou não concorrerá a nenhum cargo em 2026 — refutando a hipótese ventilada de que poderia ser indicado a suplente de Ubiratan Sanderson (PL) na disputa pelo Senado.
Heinze se apega a uma pesquisa interna, encomendada pelo PL, que o apontou como preferido para ser o vice na coligação da direita. A consulta testou ainda Silvana, Any Ortiz, Covattinho e Guilherme Pasin.
A decisão derradeira sobre a composição da chapa deverá ser tomada até o dia 11 de abril, quando Flávio Bolsonaro (PL) cumprirá agenda no Rio Grande do Sul. A ideia é levar a dupla que representará a direita no Rio Grande do Sul para o palanque com o pré-candidato à Presidência.
Faltava o anúncio
O acordo entre as siglas estava amarrado desde o início do ano, quando o diretório do PP aprovou indicativo de aliança ao PL, e avançou depois que o deputado Ernani Polo abriu mão da sua pré-candidatura a governador. Polo não participou da reunião nesta segunda, assim como o líder do governo na Assembleia, Frederico Antunes — ambos sondados para migrar ao PSD, partido do governador Eduardo Leite.
Deputados que defendiam a candidatura própria do PP e pediam a realização de uma pré-convenção para decidir o futuro do partido, como Marcus Vinicius e Pedro Westphalen, participaram da reunião, mas saíram antes da fotografia após o almoço.
Além de definir a indicação de um vice para a chapa e de um nome para a disputa do Senado, o Progressistas também tem de definir como se dará a saída da base do governo Leite. Covattinho diz que o movimento terá de ser feito por iniciativa da bancada na Assembleia Legislativa, e pretende conversar com o líder Marcus Vinicius para alinhamento dos próximos passos.
Com o Progressistas, o PL conclui as negociações para a coligação em torno de Zucco com cinco partidos. O grupo agrega ainda Novo, Republicanos e Podemos.






