
O jornalista Henrique Ternus colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
Um novo passo para aproximar PT e PDT na eleição majoritária do Rio Grande do Sul será dado na tarde de segunda-feira (16), quando ocorrerá uma reunião entre os presidentes estaduais dos dois partidos, Valdeci Oliveira e Romildo Bolzan Jr. No encontro, eles devem reabrir uma mesa de negociação e discutir termos para uma eventual coligação no Estado.
Há pouco mais de um mês, a pré-candidata do PDT a governadora, Juliana Brizola, posou para foto de mãos dadas com o presidente Lula, e então Romildo e Valdeci ficaram de conversar após o Carnaval para iniciar uma aproximação. Entretanto, os dois dirigentes decidiram postergar a reunião, sob a justificativa de que ainda era cedo para fazer o movimento.
No início da semana, na segunda-feira (9), uma foto do pré-candidato do PT, Edegar Pretto, ao lado do presidente nacional do partido, Edinho Silva, alvoroçou aliados de Juliana. Os dois fizeram acenos ao PDT e falaram em "palanque único", o que motivou a retomada do diálogo.
— Vamos conversar para atualizar a questão da campanha do Lula e sobre a questão do Estado. Tenho grande carinho pelo Romildo. Temos que conversar, muita coisa está sendo colocada e temos que dialogar — disse Valdeci à coluna.
Segundo informação da Folha de S. Paulo, Edinho Silva afirmou que não há hipótese de a esquerda ter dois palanques no Rio Grande do Sul. A manifestação ocorreu durante reunião do partido, na quarta-feira (11).
Ciente de que o PDT ainda não selou nenhum apoio, Romildo tem pressa para definir a situação com os petistas, que já se aliaram a cinco partidos. Mais cauteloso, o PT mantém o discurso de que deseja construir uma frente ampla para impulsionar o palanque da reeleição de Lula no Estado.
Nesta sexta-feira (13), em Palmeira das Missões, Edegar deu início à caravana "Levanta, Rio Grande", que vai percorrer o Interior apresentando sua candidatura e colhendo ideias para o plano de governo. No que depender do pré-candidato petista, a decisão sobre aliança com os trabalhistas ficará para as convenções, em julho.




