
Com a abertura da chamada “janela partidária”, a partir de sexta-feira (6), estarão escancaradas, por 30 dias, as portas para deputados estaduais, federais e distritais trocarem de partido sem que isso seja considerado um ato de infidelidade, passível de punição com a perda do mandato. Não é preciso justificar a mudança, mas a maioria muda por conveniência eleitoral e nessa definição cabem desde a perspectiva de se eleger com menor número de votos até a promessa de mais dinheiro para a campanha eleitoral.
Na bancada federal do Rio Grande do Sul estão confirmadas as mudanças de dois deputados, e um terceiro ainda está avaliando o que fazer diante dos desentendimentos internos. Lucas Redecker vai sair do PSDB e vai para o PSD, acompanhando o governador Eduardo Leite. Any Ortiz troca o Cidadania pelo PP, com a perspectiva de ser candidata a prefeita de Porto Alegre em 2026. Heitor Schuch balança diante das desavenças internas no PSB e deve anunciar sua decisão nos próximos dias.
No ano passado, Maurício Marcon (Podemos) e Osmar Terra (MDB) foram liberados por seus partidos para antecipar a migração para o PL.
Na Assembleia Legislativa, as mudanças devem envolver entre seis e oito cadeiras. O PSDB, que elegeu cinco deputados em 2022, ficará sem representação na Assembleia. O deputado Professor Bonatto se antecipou à janela e já saiu. Foi para o PSD, destino de Nadine Anflor, Pedro Pereira e Neri, o Carteiro. O quinto tucano a desertar é Kaká D’Ávila, que fechou com o Podemos.
Outra troca confirmada é de Elisandro Sabino, que deixará o inexpressivo PRD para se filiar ao Republicanos. Outras duas trocas ainda podem se confirmar. Elton Weber, vítima da crise que envolve o PSB, e Doutor Thiago, do União Brasil, que pode retornar ao PDT.
Presidente estadual do União Brasil, o deputado federal Luis Carlos Busato chegou a flertar com o MDB, quando seu partido acertou a federação com o PP.
O deputado tinha dois motivos para cogitar a saída do União Brasil: a certeza de que na federação precisará de mais de 100 mil votos para se eleger, porque os atuais deputados federais do PP têm todos mais do que isso, e o desejo de apoiar a candidatura de Gabriel Souza a governador.

