
O jornalista Henrique Ternus colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
Após a saída conturbada da promotora Isabel Guarise Barrios, o Ministério Público já tem nova subprocuradora-geral para Assuntos Institucionais. O procurador-geral de Justiça, Alexandre Saltz, oficializou a promotora Alessandra Moura Bastian da Cunha para o cargo.
Saltz apresentou Alessandra em reunião da administração nesta quarta-feira (4), em que reconheceu a "história sólida e produtiva" da promotora dentro da instituição.
— Tem talento de sobra para desempenhar esta função, conhece o Ministério Público, tem capacidade de diálogo e empatia. É um nome que já colabora muito com a instituição e certamente vai somar ainda mais — ressaltou.
Natural de São Leopoldo, Alessandra é promotora desde 1998 e já atuou na sua cidade natal, assim como em Arvorezinha, Alegrete, Canoas e Caxias do Sul. Atualmente, exerce a função de coordenadora do Centro de Apoio Operacional Criminal e de Acolhimento às Vítimas (Caocrim), do Núcleo de Assessoramento à Execução Penal (Naep) e do Núcleo de Vítimas (Nuvit).
Quando atuou em Caxias do Sul, implementou o Projeto Nêmesis, de orientação e acolhimento às vítimas logo após o delito até o fim do processo.
— A justiça só faz sentido quando alcança a vida real das pessoas. Assumo a Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Institucionais com profunda honra e com a convicção de que defender o Ministério Público é defender a democracia e a dignidade humana e é garantir que os direitos deixem de ser promessa para se tornarem realidade — discursou.
Saída com tensão
Isabel Guarise Barrios pediu para sair da Subprocuradoria-geral para Assuntos Institucionais na semana passada, alegando descontentamento em relação ao que definiu como "esvaziamento" de suas funções.
À coluna, Isabel confirmou ter ficado incomodada com episódios em que o procurador-geral tomou decisões envolvendo a área de atuação dela, sem consultá-la. Citou especificamente as mudanças no Grupo de Apoio e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), sem que ela tenha sido consultada.
Saltz disse que considera normais as trocas na administração e afastou as alegações de crise.





