
Agora é oficial: os deputados Heitor Schuch e Elton Weber confirmaram nesta quinta-feira a saída do PSB e a entrada no PSD, partido do governador Eduardo Leite. A troca, adiantada pela coluna nos últimos dias, é o epílogo de uma crise que deixará o PSB gaúcho sem representação na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa, a menos que consiga conquistar algum deputado até o final da janela em que é permitida a troca de partido sem risco de perder o mandato.
A crise começou com o não reconhecimento do resultado da eleição para o diretório regional, pela direção nacional do partido. Os dois deputados integram o grupo que disputou o poder com o ex-deputado Beto Albuquerque e perdeu. Beto assumiu a direção estadual do PSB e, de pronto, anunciou a saída do partido do governo de Eduardo Leite (PSD). O partido apoiará o PT na eleição para presidente da República e o governo estadual.
Na nota em que anunciaram a saída, Shuch e Weber destacam que desde o início da vida pública os dois trabalham em conjunto, sempre tendo a agricultura familiar, o desenvolvimento regional, o cooperativismo e as micro e pequenas empresas como foco de seu trabalho. Ressaltam que a saída do PSB tem como causa principal, mas não única, a intervenção da direção nacional, que não reconheceu o resultado do último congresso. Shuch e Weber apontam também “o desconforto com o apoio incondicional do PSB ao governo federal”.
“O governo do presidente Lula não está dando a devida atenção à agricultura familiar, público historicamente representado pelos mandatos dos dois deputados, promovendo o desmonte de políticas públicas essenciais para o setor, como o seguro rural e o Proagro”, diz a nota.
O PSD, que elegeu apenas o deputado Danrlei de Deus em 2022, agora terá três cadeiras na Câmara – Danrlei, Schuch e Lucas Redecker. Na Assembleia, o partido elegeu somente Gaúcho da Geral. Agora, terá Weber, Delegada Nadine, Neri, o Carteiro, Pedro Pereira e Professor Bonatto, que deixam o PSDB, e poderá conquistar ainda Frederico Antunes e Ernani Polo, do PP, e Aloísio Classmann, do União Brasil.




