
O jornalista Henrique Ternus colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
Enquanto vê ruir a base em torno do governo estadual, o vice-governador Gabriel Souza (MDB) tratou de buscar mais um aliado para sua candidatura à sucessão de Eduardo Leite no Piratini. Na tarde desta terça-feira (3), Gabriel anunciou o apoio da federação PRD-Solidariedade, após reunião em São Paulo com o presidente nacional do grupo, Ovasco Resende.
No Instagram, o vice-governador publicou foto ao lado de Resende e do presidente estadual do MDB, deputado Vilmar Zanchin, e disse estar entusiasmado com a aliança.
"Estamos construindo um projeto de continuidade, para preservar os avanços conquistados nos últimos anos e garantir que o Rio Grande do Sul siga avançando, sem retrocessos", escreveu.
Gabriel tem ainda o apoio do PSD, de Leite, e informalmente do União Brasil, que tem federação encaminhada com o Progressistas — com quem terá de dividir nominatas, verba partidária e tempo de propaganda eleitoral. No Rio Grande do Sul, a presidência da federação deve ficar com o PP.
Há menos de um ano, o grupo governista era composto por pelo menos seis siglas, além de PSD e MDB. De lá para cá, Republicanos e Podemos já deixaram a base de Leite e anunciaram apoio a Luciano Zucco (PL), caminho que está prestes a ser seguido pelo PP.
O PSDB, antigo partido do governador, lançou candidato próprio (Marcelo Maranata) na disputa, assim como o PDT, que aposta em Juliana Brizola. No PSB, há indicativo de que Beto Albuquerque deve assumir a presidência estadual e selar apoio ao PT de Edegar Pretto.



