
Nada mais impede o Progressistas de formalizar o apoio à candidatura de Luciano Zucco (PL) a governador. O grupo dissidente fracassou na tentativa de convencer a direção nacional da realizar uma pré-convenção que decidiria sobre ter ou não candidato próprio. Nesta segunda-feira (2), o deputado Ernani Polo tirou o time de campo. Em nota dirigida aos filiados do PP, Polo diz que tomou a decisão de não seguir adiante com sua pré-candidatura ao governo do Estado.
O deputado agradece aos que o acompanharam na caminhada em defesa da candidatura própria e diz estar convencido de que o PP tinha condições reais de apresentar e liderar um projeto de futuro para o Rio Grande do Sul no campo da direita.
— Mesmo com todos os movimentos que fizemos ao longo desse período, a direção nacional do partido manteve a posição de não realizar uma pré-convenção, não atendendo à solicitação de um grupo relevante de lideranças com muita história no Progressistas — destacou.
Na semana passada, quando conversou com a coluna, Polo já sabia que a direção nacional estava fechada no apoio a Zucco e não faria a pré-convenção. Por isso, traçou um plano de futuro que inclui a saída da vida pública, já que não aceita se juntar a um candidato que só tem críticas ao governo de Eduardo Leite, do qual o PP participa desde 2019.
Com o caminho livre para a aliança, o PP deve indicar a deputada Silvana Covatti, mãe do presidente Covatti Filho, como candidata a vice. No acordo inicial, o PP indicaria também o segundo candidato ao Senado na aliança (o primeiro é Marcel van Hattem, do Novo). Nas anotações de Flávio Bolsonaro, esquecidas em uma sala em Brasília, há indicação de que esse nome poderia ser o de Onyx Lorenzoni (PP), hoje candidato a deputado federal.
Covatti deverá concorrer a deputado federal, para não perder a influência que tem em Brasília e que o levou à presidência da Fundação Milton Campos.




