
O jornalista Henrique Ternus colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
Preocupados com os alarmantes índices de violência de gênero registrados no início de 2026, em que 20 mulheres foram assassinadas no Rio Grande do Sul, manifestantes e órgãos da Justiça aproveitaram o Dia da Mulher para realizar campanhas pelas ruas de Porto Alegre. O objetivo é conscientizar os homens sobre a importância de um engajamento coletivo para reduzir casos de agressão e morte das mulheres.
Pela manhã, centenas de pessoas se reuniram para a Marcha das Mulheres, movimento que engajou manifestantes em todo o país durante o domingo. Na Capital, o ato teve concentração no Largo dos Açorianos, no Centro Histórico, com caminhada em direção à Praça do Aeromóvel.
Durante o trajeto, mulheres ocuparam as ruas com cartazes, faixas e palavras de ordem. Entre os dizeres exibidos estavam mensagens de denúncia à violência de gênero e pedidos por justiça para vítimas de feminicídio.
Políticos e entidades ligados à esquerda também participaram, entre eles os pré-candidatos ao Senado, Manuela d’Ávila (PSOL) e Paulo Pimenta (PT), e a governador, Edegar Pretto (PT) e Juliana Brizola (PDT).
À tarde, outro movimento ocupou a Avenida Goethe, no Moinhos de Vento. Vestindo camisetas brancas, manifestantes partiram da Praça Cabo Valdeci em direção ao Parcão com o mesmo propósito de conscientização.
Dessa vez, foram os representantes da direita que participaram da caminhada. O ato foi convocado pela Procuradoria da Mulher da Câmara de Vereadores, presidida pela Comandante Nádia (PL), que foi acompanhada do pré-candidato ao Piratini, Luciano Zucco (PL).
Judiciário atento
Aproveitando o movimento do Brique da Redenção, o Tribunal de Justiça lançou ontem a campanha “Violência não é impulso, é crime”. No Parque Farroupilha, o presidente do tribunal, Eduardo Uhlein, e membros da corte entregaram panfletos e conversaram com o público.
No material distribuído, o TJ pede uma reflexão dos homens, a quem cabe a escolha e a responsabilidade dos atos praticados. “Escolha o respeito”, suplica.
— O Judiciário colocou sua estrutura à disposição das vítimas e busca conscientizar os homens que violência contra mulher não é cuidado, não é acidente, não é ciúme, é crime e precisa ser responsabilizado – reforçou.
Além do TJ, Ministério Público e Tribunal Regional Eleitoral também estiveram na Redenção para prestar atendimento e assistência jurídica sobre o tema.
🚨Como pedir ajuda
Brigada Militar – 190
- Se a violência estiver acontecendo, a vítima ou qualquer outra pessoa deve ligar imediatamente para o 190. O atendimento é 24 horas em todo o Estado.
Polícia Civil
- Se a violência já aconteceu, a vítima deverá ir, preferencialmente à Delegacia da Mulher, onde houver, ou a qualquer Delegacia de Polícia para fazer o boletim de ocorrência e solicitar as medidas protetivas.
- Em Porto Alegre, a Delegacia da Mulher na Rua Professor Freitas e Castro, junto ao Palácio da Polícia, no bairro Azenha. Os telefones são (51) 3288-2173 ou 3288-2327 ou 3288-2172 ou 197 (emergências).
- As ocorrências também podem ser registradas em outras delegacias. Há DPs especializadas no Estado. Confira a lista neste link.
Delegacia Online
- É possível registrar o fato pela Delegacia Online, sem ter que ir até a delegacia, o que também facilita a solicitação de medidas protetivas de urgência.
Central de Atendimento à Mulher 24 Horas – Disque 180
- Recebe denúncias ou relatos de violência contra a mulher, reclamações sobre os serviços de rede, orienta sobre direitos e acerca dos locais onde a vítima pode receber atendimento. A denúncia será investigada e a vítima receberá atendimento necessário, inclusive medidas protetivas, se for o caso. A denúncia pode ser anônima. A Central funciona diariamente, 24 horas, e pode ser acionada de qualquer lugar do Brasil.
Defensoria Pública – Disque 0800-644-5556
- Para orientação quanto aos seus direitos e deveres, a vítima poderá procurar a Defensoria Pública, na sua cidade ou, se for o caso, consultar advogado(a).
Centros de Referência de Atendimento à Mulher
- Espaços de acolhimento/atendimento psicológico e social, orientação e encaminhamento jurídico à mulher em situação de violência.
Ministério Público do Rio Grande do Sul
- O Ministério Público do Rio Grande do Sul atende o cidadão em qualquer uma de suas Promotorias de Justiça pelo Interior, com telefones que podem ser encontrados no site da instituição.
- Neste espaço, é possível acessar o atendimento virtual, fazer denúncias e outros tantos procedimentos de atendimento à vítima. Para mais informações clique neste link.





