
Uma carta-manifesto assinada pelos três deputados federais e por nove estaduais do PSD foi divulgada por volta do meio-dia desta segunda-feira (30), “em reconhecimento à liderança do governador Eduardo Leite” (leia na íntegra abaixo). Os deputados — que, com exceção de Danrlei de Deus Hinterholz e do suplente Dimas Costa (no momento titular), vieram de outros partidos — declaram “posição unânime de reconhecimento, confiança e lealdade ao governador Eduardo Leite, líder que nos reúne e inspira na construção de um projeto político sério, consistente e voltado ao bem comum”.
“Eduardo Leite é um líder que se forjou na prática, nos desafios reais da gestão pública e no diálogo permanente com a sociedade gaúcha. Sob sua liderança como governador do Estado e presidente do PSD no Rio Grande do Sul, nosso partido viveu um crescimento sem precedentes: saímos de uma presença modesta para nos tornarmos a segunda maior bancada da Assembleia Legislativa gaúcha, com nove deputados estaduais, e ampliamos de um para três os nossos representantes na Câmara dos Deputados. Esse resultado não é fruto do acaso. É fruto da confiança que Eduardo inspira — confiança que nós, parlamentares de trajetórias e histórias diversas, depositamos em sua visão de futuro e em sua capacidade de liderar”.
Os deputados continuam: “Escolhemos o PSD porque escolhemos Eduardo Leite. Viemos de partidos diferentes, de regiões distintas do Estado, de tradições políticas variadas. Se hoje estamos unidos sob a mesma bandeira, é porque reconhecemos nele as qualidades que o cenário político brasileiro mais precisa: seriedade, competência, equilíbrio, coragem reformista e um compromisso genuíno com resultados concretos para a população”.
O manifesto destaca as reformas estruturais promovidas por Leite. Ressalta que ele equilibrou as finanças de um Estado que “estava à beira do colapso, modernizou a gestão pública, investiu em infraestrutura, liderou a reconstrução após a maior tragédia climática da história gaúcha e posicionou o Rio Grande do Sul como referência nacional em transição energética, desenvolvimento sustentável e governança responsável. Fez tudo isso com diálogo, sem sectarismo, unindo forças políticas que antes pareciam inconciliáveis”.
Sem mencionar a escolha de Ronaldo Caiado pelo PSD, o manifesto prossegue: “Reconhecemos em Eduardo Leite um líder preparado para desafios ainda maiores. Sua trajetória demonstra que é possível fazer política com ética, com propósito e com resultados. Ele reúne as condições para representar não apenas o Rio Grande do Sul, mas o Brasil que acredita em um caminho de centro, moderado, reformista e comprometido com o desenvolvimento de todas as regiões”.
“Independentemente das decisões partidárias tomadas na instância nacional, declaramos que nossa unidade permanece inabalável. Estamos juntos com Eduardo Leite. A confiança que depositamos em sua liderança não se condiciona a cargos, siglas ou convenções. É uma confiança construída ao longo de anos de trabalho conjunto, de conquistas compartilhadas e de uma visão comum de futuro. Seguiremos unidos — como bancada, como aliados e como parceiros de um projeto que transcende interesses individuais — pelo melhor do Rio Grande do Sul e pelo melhor do Brasil”, conclui o manifesto.
Os signatários não deixam claro se o manifesto é apenas uma carta de conforto ao preterido pelo PSD ou o início de um movimento para levar o nome de Leite à convenção e tentar ganhar no voto. Se for a segunda opção, o governador precisa deixar o cargo até 4 de abril, o que não está nos seus planos.




