
O jornalista Henrique Ternus colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
Presidentes estaduais do PT, Valdeci Oliveira, e do PDT, Romildo Bolzan, tiveram um encontro na tarde desta segunda-feira (16) para reabrir a mesa de diálogo para uma aliança entre os dois partidos. Descrito como uma reunião informal, Valdeci e Romildo trocaram informações sobre o cenário eleitoral e o andamento das duas pré-candidaturas ao Piratini – de Edegar Pretto (PT) e Juliana Brizola (PDT) – e marcaram uma nova rodada de discussão para o dia 25.
Ambos decidiram que é preciso tomar uma decisão até o final do mês, seja para consolidar a união em uma frente unificada ou para definir que cada partido seguirá seu caminho separadamente. Ambos têm interesse em uma coligação, ao mesmo tempo em que resistem a abrir mão da cabeça de chapa.
Para os pedetistas, a decisão está nas mãos do PT. Romildo, inclusive, é irredutível ao afirmar que Juliana será candidata, independentemente da aliança com petistas.
— Vamos ver se até o fim do mês amadurece no ponto de candidatura própria. Temos uma posição pública de muito tempo e reiteramos hoje de tarde, que Juliana será candidata. Se vai resultar em sucesso, não sei.
Em caso de insucesso com a aliança de esquerda, Romildo acredita que o quadro do PDT se recompõe, já que a candidatura de Juliana não estará mais vinculada a um polo. Para o dirigente, isso pode favorecer alianças com partidos de centro e centro-direita, com quem mantém diálogo.
Pelo lado do PT, Valdeci admite que a conjuntura nacional "tem peso significativo" na decisão, com a avaliação de que é preciso ampliar a mobilização da campanha pela reeleição do presidente Lula. Mesmo assim, o presidente petista avalia a situação ainda como "incipiente" e mantém cautela sobre a tomada de decisão.
— Vamos fazer um esforço para ter um palanque único, mas se isso não acontecer, é legítimo, vamos respeitar. Reforçamos a necessidade de ampliar a mobilização da campanha pró-Lula e continuamos reafirmando as candidaturas. Não queremos atropelar.




