
O jornalista Henrique Ternus colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
Previsto para esta quarta-feira (4), o início da votação do plano diretor de Porto Alegre sofreu novo adiamento. Desta vez, base e oposição chegaram a um acordo para empurrar a apreciação dos projetos para o dia 11 de março, em troca de reduzir a quantidade de emendas que serão analisadas em plenário.
O requerimento com a nova data foi aprovado na sessão da Câmara desta quarta. O líder do governo, Idenir Cecchim (MDB), pediu o adiamento após a líder da bancada do PT, Juliana de Souza, anunciar a retirada do pedido para destacar, ou seja, discutir nominalmente 160 artigos do projeto de lei do uso e ocupação do solo.
Além disso, a oposição deve indicar até esta quinta-feira (5) cerca de 200 emendas das quais querem prioridade nas votações e que devem ser discutidas em plenário. No total, os vereadores protocolaram 518 pedidos de acréscimos ou alterações nos textos dos projetos do plano diretor. O governo planeja uma votação em bloco das emendas, para agilizar o processo.
Essas duas centenas de propostas, conforme a líder da oposição, Karen Santos (PSOL), deverão contemplar sugestões apresentadas pela base do governo que também tenham respaldo entre os não governistas.
Pelo volume a ser analisado em plenário, a previsão é de que a votação que vai iniciar na quarta que vem termine apenas no final de abril ou início de maio. Para dar conta da demanda, o presidente da Câmara, Moisés Barboza (PSDB), deve convocar sessões extraordinárias às quintas-feiras, totalizando três encontros semanais para discussão do plano diretor.







