
O jornalista Henrique Ternus colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
Mesmo com convites de PP e PL para disputar a eleição em 2026, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes deve ficar no cargo até outubro de 2027, quando terá de se aposentar ao completar 75 anos.
De acordo com o presidente estadual do PP, Covatti Filho, houve uma conversa com o ministro na virada do ano, mas Nardes comunicou ao dirigente progressista, em fevereiro, que permaneceria no TCU.
— Candidatura totalmente descartada — cravou Covattinho.
À coluna, a assessoria de Nardes disse que ainda não há uma decisão tomada, apesar da tendência de não concorrer. A decisão derradeira deve ser comunicada até semana que vem. Nardes elencou entre suas principais preocupações a aprovação no Senado do projeto de lei que institui a governança pública.
Caso queira concorrer, Nardes terá de deixar o cargo até o início de abril, prazo que a Justiça Eleitoral define para a desincompatibilização. A indicação do substituto na vaga do TCU cabe à Câmara dos Deputados.
Reunião para avançar na aliança
Praticamente selada, a aliança entre PP e PL para a eleição de 2026 deve avançar alguns passos na segunda-feira (16). Uma reunião entre as bancadas estaduais e federais dos dois partidos, em Porto Alegre, servirá para alinhar detalhes sobre o pacto e avançar na construção da chapa em torno de Luciano Zucco (PL).
Será o primeiro encontro formal entre deputados e líderes das duas siglas, desde que o diretório progressista aprovou, em janeiro, o indicativo de apoio a Zucco.
Conforme o acordo proposto pelo PL no final de 2025, os progressistas terão direito à indicação do vice na chapa, para a qual Silvana Covatti é a mais cotada. O trato também prevê que o PP indique um dos dois candidatos ao Senado, o que coloca uma pedra no sapato do PL. O partido lançou Ubiratan Sanderson para a disputa e tem acordo com o Novo, primeiro partido oficializado na chapa e que será representado por Marcel van Hattem.


