
O jornalista Henrique Ternus colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
Depois do acerto com o PL, publicizado em almoço na segunda-feira (16), o Progressistas prepara a saída da base de sustentação do governo Eduardo Leite. Até o final da semana, o líder da bancada do partido na Assembleia Legislativa, Marcus Vinicius, enviará uma carta para o governador colocando os cargos à disposição.
No documento, o deputado fará uma retrospectiva dos acontecimentos no partido desde o final do ano passado até aqui, desde a tentativa de candidatura própria até a desistência de Ernani Polo, o que abriu caminho para a aliança com o PL. A intenção não é criar um rompimento com Leite, de quem o Progressistas é aliado desde o primeiro mandato.
— Por justiça, coerência e transparência é necessário deixar os espaços do partido à disposição do governador. As instituições partidárias estão em caminhos diferentes.
O líder da bancada pondera que, por Leite ser uma peça no processo eleitoral — seja como pré-candidato à Presidência ou eventual postulante ao Senado —, é adequado que o governador se sinta confortável para fazer trocas de secretários ou lideranças regionais da forma que melhor o servir.
Desde o indicativo de apoio a Luciano Zucco aprovado pelo diretório do PP em janeiro, o presidente estadual do partido, Covatti Filho, deixou claro que a saída do governo estadual cabia aos deputados estaduais, já que foram eles que aprovaram a participação na base.
Até fevereiro, os deputados progressistas dividiam-se entre os que defendiam candidatura própria do partido e os que preferiam uma aliança com o PL. Apesar das visões opostas, todos os integrantes refutavam a ideia de divisão interna, e garantem que nunca houve desentendimento interno entre o grupo.
Possíveis saídas
Até o final da janela partidária, no início de abril, a bancada pode perder alguns integrantes. Polo tem conversas adiantadas para trocar o PP pelo PSD e pode aparecer como vice na chapa com Gabriel Souza. O atual líder do governo, Frederico Antunes, também foi sondado pelo partido do governador, mas resiste à ideia por nunca ter trocado de partido em quase 30 anos de vida pública.
O PP será o quarto partido a deixar o governo, o terceiro em direção à coligação de direita, e se soma a Podemos, Republicanos e PSB. Na última sexta-feira (13), o novo presidente socialista, Beto Albuquerque, entregou carta abrindo mão dos cargos do partido no governo ao secretário chefe da Casa Civil, Artur Lemos. O partido vai apoiar o pré-candidato do PT, Edegar Pretto.
A quinta sigla a deixar o governo deve ser o PDT, que em Juliana Brizola como pré-candidata a governadora e negocia aliança com o PT.




