
O jornalista Henrique Ternus colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
Tradição anual do Carnaval, a Romaria da Terra reuniu fiéis e militantes da esquerda nesta terça-feira (17) em Caibaté, no noroeste gaúcho. Em sua 48ª edição, a procissão celebrou os 400 anos das Missões Jesuíticas Guaranis, relacionando a memória religiosa da região com debates sobre sustentabilidade, produção de alimentos e justiça social.
Abaixo de sol e calor de 30 graus, os romeiros percorreram cerca de dois quilômetros, em um trajeto que começou no interior da cidade com destino ao Santuário Caaró, local exato onde ficou instalada a antiga redução de Caaró, no primeiro ciclo das reduções jesuíticas guaranis. Durante o percurso, os participantes homenagearam o frei Sérgio Görgen, participante histórico da romaria que morreu no início do mês, aos 70 anos.
Olívio Dutra foi, mais uma vez, presença celebrada durante a caminhada. Cortejado, o ex-governador foi diversas vezes parado para tirar fotografias e ainda discursou durante o ato religioso:
— Vida longa às Missões, vida longa à Romaria da Terra e à nossa luta coletiva por justiça.
Ao lado de Olívio, os irmãos Edegar e Adão Pretto também estiveram na romaria, que já virou tradição familiar. Ambos participam desde a infância, e celebram o movimento que iniciou com o pai, há mais de 40 anos.
— Essa caminhada sempre orienta nossa atuação política e reforça o compromisso permanente com a agricultura familiar, os povos originários, a produção de alimentos e o cuidado com a terra, sobretudo em tempos de mudança climática — lembrou Edegar.

Presidente do PT no Estado, o deputado Valdeci Oliveira também marcou presença. Além dele, os deputados petistas Paulo Pimenta, Maria do Rosário, Dionilso Marcon, Elvino Bohn Gass e Jeferson Fernandes percorreram o trajeto com os romeiros.
Em 2027, a 49ª edição da Romaria da Terra está prevista para ocorrer no Litoral Norte.





