
Os jornalistas Henrique Ternus e Paulo Egídio colaboram com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
Em reunião no início da noite desta quarta-feira (11) em Brasília, a ex-deputada Juliana Brizola deu um passo relevante em direção à conquista do apoio do PT para concorrer ao governo do Estado. Junto do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, Juliana foi recebida pelo presidente Lula no Palácio do Planalto. Ao final, os três posaram juntos e de mãos dadas para uma fotografia.
Após o encontro, Lupi publicou a imagem nas redes sociais e descreveu a conversa como "um diálogo franco e respeitoso sobre o futuro do Estado". À coluna, o líder pedetista disse que partiu dele a sugestão do encontro. Até então, Lula nunca havia estado pessoalmente com Juliana.
— Foi um pedido meu, para apresentar a nossa candidata ao governo do RS, Juliana Brizola, e pedir apoio a sua candidatura — afirmou Lupi.
O PDT nacional já anunciou apoio à reeleição de Lula e vai se aliar ao PT na maior parte dos Estados. Em contrapartida, pediu apoio dos petistas no Rio Grande do Sul, no Paraná e em Minas Gerais. Entre os três, o RS é tratado como prioridade.
O suporte do PT é considerado fundamental para robustecer a pré-candidatura de Juliana, ao conceder estrutura política e tempo de propaganda eleitoral.
Petistas gaúchos resistem à ideia, mas uma ala do partido já trabalha com essa hipótese, argumentando que o PT gaúcho e o pré-candidato, Edegar Pretto, não teriam força para resistir a um pedido de Lula para abrir mão da cabeça de chapa. Nesse desenho, Pretto poderia ser indicado para concorrer a vice de Juliana, enquanto Paulo Pimenta disputaria o Senado.
A outra pré-candidata da esquerda ao Senado é Manuela D'Ávila (PSOL). Juliana e Manuela têm boa relação, mas não há garantia de adesão do PSOL à aliança. Outro potencial aliado seria o PSB, que também apoiará Lula nacionalmente.






