
O jornalista Paulo Egídio colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
O senador Luis Carlos Heinze mudou de lado na disputa interna do PP gaúcho e, agora, está apoiando a coligação do partido com o PL, que tem Luciano Zucco como pré-candidato a governador. Nas últimas semanas, Heinze havia manifestado apoio ao deputado Ernani Polo, que pleiteia a indicação do PP para concorrer ao Piratini.
À coluna, o senador justificou que tomou a decisão no intuito de ajudar a fortalecer a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência da República.
— Nosso projeto maior é a candidatura do Flávio Bolsonaro. A base tem de estar unida, e ajuda se estivermos juntos do PL aqui no Estado — disse Heinze.
A mudança de posição de Heinze se consolidou após uma reunião no último final de semana, em Imbé, na qual o senador e seus familiares receberam os deputados Covatti Filho, Rodrigo Lorenzoni e Guilherme Pasin.
Na semana passada, o senador já havia ouvido apelos no mesmo sentido de apoiadores, empresários e vereadores durante passagem por Farroupilha e Caxias do Sul, na Serra.
Também pesou na decisão a pré-candidatura do neto, Luis Vicente Aquino, a deputado federal.
Opção para vice
No final do ano passado, antes de o diretório do PP aprovar a coligação com o PL, Heinze havia declarado apoio a Zucco. Na época, o episódio gerou um atrito com Covatti, presidente estadual do PP.
Em janeiro, o senador ficou ao lado do grupo de Polo ao contestar a reunião do diretório conduzida por Covatti que decidiu pela coligação.
Agora reposicionado, Heinze volta a ser opção para vice na chapa:
— Já anunciei que a deputado e senador não concorro mais. Se houver possibilidade de ser vice, posso participar do processo.
Surpresa de Polo
À coluna, o deputado Ernani Polo informou ter ficado surpreso com a mudança de posição de Heinze e disse que aguarda uma pré-convenção para ouvir da base do PP:
— A ampla maioria das nossas lideranças do PP deseja candidatura própria. Aliás, a mesma base que na última eleição apoiou o senador como candidato a governador, e eu estive ao seu lado até o final do processo. Estou de consciência tranquila, até porque formamos um grupo com muita historia no Progressistas.
O pedido de pré-convenção foi enviado ao presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, e a Covatti Filho, e ainda não recebeu resposta.



