
O jornalista Henrique Ternus colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
O deputado Giovani Cherini (PL-RS) foi eleito presidente da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, na manhã desta quarta-feira (4). Foram 38 votos favoráveis e seis em branco. Durante a pandemia, Cherini foi defensor de tratamentos sem eficácia comprovada para tratamento da covid-19, como o uso da ivermectina, e encampou as críticas do presidente Jair Bolsonaro às vacinas.
O parlamentar foi um dos principais articuladores pela aprovação da lei que autoriza o uso de ozonioterapia para tratamento complementar de doenças, prática que ainda não tem comprovação científica da sua eficácia contra a maioria das doenças. A medida foi aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Lula em 2023. Em 2020, Cherini participou de reunião com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, junto com defensores da aplicação retal de ozônio para tratamento da covid-19.
Entre as críticas à vacina, Cherini atribuiu a aplicação dos imunizantes a um aumento de pessoas internadas nos hospitais, e também foi um crítico ferrenho do uso de máscaras para evitar a transmissão do vírus. O deputado, inclusive, chegou a sugerir que o equipamento de proteção teria agravado o câncer que causou a morte do ex-prefeito de São Paulo Bruno Covas, "porque as células precisam de respiração".
Como presidente, Cherini será responsável pela distribuição de R$ 4,2 bilhões que estão à disposição da Comissão da Saúde em 2026. Na posse nesta quarta, o deputado afirmou que sua prioridade será o fortalecimento da saúde preventiva e das práticas integrativas no SUS. O liberal ainda defendeu a criação urgente de um sistema de saúde preventiva, e avaliou que o Brasil enfrenta problemas por negligenciar cuidados básicos.
— Para mim, o mais importante é a prevenção. Vivemos em um país que come mal, dorme mal, não faz exercício físico e não bebe água, que são as coisas elementares do autocuidado — afirmou.


