
O jornalista Henrique Ternus colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
Mobilizados pelos irmãos Edegar e Adão Pretto, cerca de 60 pessoas participaram da Blitz Fim da Linha, que entregou panfletos de conscientização pelo fim da violência contra a mulher na beira-mar de Torres, no sábado (31). A dupla ganhou reforço das deputadas petistas Maria do Rosário, Sofia Cavedon e Laura Sito.
O grupo distribuiu dois mil cartões vermelhos, que se tornaram marca da campanha, com dados atualizados e números da violência contra a mulher no RS. Também foram entregues mil cartilhas com o texto da Lei Maria da Penha aos veranistas. Os panfletos também apresentam orientações para identificar situações de violência e como denunciar.
Desde 2012, 1.296 mulheres morreram no Rio Grande do Sul por questões de gênero. Somente em 2026, 11 feminicídios foram registrados no Estado. Para Edegar Pretto, articulador nacional do movimento HeForShe no Brasil, é preciso que toda a sociedade colabore para além das políticas públicas para acabar com a violência contra mulheres.
— O que acontece, infelizmente, é que a maioria dos homens que não agridem e não concordam com a violência está em silêncio. Com esta ação, queremos justamente que eles se manifestem — enfatizou.
Violência contra a mulher
Mobilização na Assembleia
O número alarmante de feminicídios no início de 2026 no RS também preocupa a procuradora da mulher na Assembleia Legislativa, deputada Bruna Rodrigues (PCdoB). Ela articula uma reunião entre os parlamentares para o fim da tarde da próxima terça-feira (3), após a sessão de posse do novo presidente da Casa, deputado Sergio Peres (Republicanos).
A ideia do encontro é discutir alternativas para combater o número elevado de assassinatos de mulheres no Estado. Uma das medidas que será debatida é a criação de uma política estadual de enfrentamento à violência contra as mulheres — documento que já foi elaborado por Bruna e encaminhado ao governador Eduardo Leite e à secretária da Mulher, Fábia Richter, mas não foi formalizado pelo Piratini.
Em dezembro do ano passado, o governo do Estado lançou a campanha "não maquie, denuncie", para incentivar mulheres a não esconderem casos de violência e buscarem ajuda.








