
O jornalista Henrique Ternus colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
Quem esperava uma definição da bancada do PP sobre sair ou não da base do governo Eduardo Leite se decepcionou ao descobrir que o assunto praticamente não foi mencionado na primeira reunião do grupo no ano. O encontro entre os oito parlamentares progressistas ocorreu no início da tarde desta terça-feira (3), uma hora antes de começar a posse do novo presidente da Assembleia, Sergio Peres (Republicanos).
Logo no início da reunião, os parlamentares concordaram em deixar qualquer assunto que tivessem de resolver para um próximo encontro, por se tratar de um dia de solenidades e formalidades. O acordo foi encampado tanto por deputados que estão mais alinhados com a decisão do diretório (de deixar o governo e se aliar a Luciano Zucco, do PL, na eleição), quanto pelos parlamentares que defendem uma saída gradual para lançar candidatura própria do PP, como a do deputado Ernani Polo.
A reunião foi descrita como "tranquila" e "excelente" pelos deputados, que até aproveitaram a ocasião para cantar Parabéns a Guilherme Pasin, que completou 43 anos no dia 27 de janeiro. À coluna, o líder da bancada, Marcus Vinícius, reforçou que a bancada está unida e que os deputados vão discutir uma eventual saída do governo, mas deixou a data em aberto.
— A pauta foi não ter pauta — disse um interlocutor da bancada à coluna.
Até uma decisão ser tomada, a bancada seguirá na base de Leite, inclusive com o líder do governo, Frederico Antunes, que começou o ano legislativo na função. Ele deixará a liderança caso o PP decida abandonar, efetivamente, o governo estadual.
O movimento do Progressistas começou, oficialmente, quando o secretário do Desenvolvimento Rural, Vilson Covatti, colocou seu cargo à disposição, na última quinta-feira (29). Apesar de Leite ter prontamente aceito o pedido, Covatti ainda não foi exonerado e continua oficialmente como titular da pasta.
— É absolutamente legítimo que busquem protagonizar um projeto político, respeito muito isso. Entendo que não seja uma decisão encerrada, consolidada. O que resolve caminhos é a convenção. O PP faz parte deste projeto e está diretamente vinculado a ele. Não há um rompimento, há o desejo deles de trilhar outro caminho. O secretário Covatti deve continuar nos próximos dias. Vamos fazer um processo de transição tranquilo — disse o governador em resposta aos questionamentos dos jornalistas.





