
O jornalista Henrique Ternus colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
Dentro de nove meses, a população brasileira voltará às urnas para escolher mais uma vez seus representantes em Brasília e nos Estados, validando o trabalho dos que foram escolhidos em 2022 com a reeleição ou dando um voto de confiança a novos personagens a partir de 2027. Em 4 de outubro, os eleitores gaúchos escolherão presidente da República, governador, dois senadores, deputados estaduais e federais.
Até lá, o calendário eleitoral definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) define datas importantes para a definição dos candidatos que estarão nas urnas e para a articulação dos partidos políticos.
Confira as datas e as etapas eleitorais
Janela partidária
É o período em que deputados e senadores podem trocar de partido sem risco de perderem o mandato. Em 2026, o "vai-e-vem" político deve ocorrer entre 5 de março e 3 de abril.
É a primeira grande etapa do ano eleitoral, normalmente funcionando como um termômetro das alianças, futuros candidatos e estratégias para o pleito.
Desincompatibilização
Em 4 de abril, seis meses antes do primeiro turno, é a data limite para que ordenadores de despesa (como secretários de Estado, por exemplo) deixem os cargos para que possam concorrer. É o caso de pelo menos 14 secretários do governo estadual do RS, assim como quatro integrantes do primeiro escalão da prefeitura de Porto Alegre.
A data é a mesma para que integrantes do Executivo com mandato eletivo (caso de presidente, governadores e prefeitos) e que têm intenção de disputar outro cargo renunciem. Três cidades gaúchas (Muçum, Montenegro e Guaíba) já sabem que terão troca no comando da prefeitura em abril.
Também resta a dúvida sobre o futuro do governador Eduardo Leite: se quiser disputar a Presidência ou o Senado, terá de renunciar até este dia.
Para dirigentes de entidades representativas de classe (como presidentes de sindicatos, por exemplo) ou membros do governo Executivo que não controlam recursos públicos (como é o caso de Fátima Daudt, que comanda o Escritório de Representação da prefeitura de Porto Alegre em Brasília), o prazo para desincompatibilização é 4 de junho (quatro meses antes do pleito).
Para cargos de confiança e servidores em geral, a data limite é 4 de julho.
Troca de cidade ou partido
4 de abril também é a data limite para a troca do domicílio eleitoral (cidade onde vota ou concorre) e para confirmar a filiação ou troca de partidos políticos. É o prazo fatal para eventuais candidatos que queiram disputar a eleição por um Estado diferente (como é o caso de Carlos Bolsonaro, por exemplo, que é vereador pelo Rio de Janeiro mas deve concorrer ao Senado por Santa Catarina).
Regularização e emissão do título eleitoral
Atenção ao prazo para regularização ou emissão do título eleitoral. Eleitores de todo o Brasil têm até 6 de maio para conferir a situação para que estejam aptos a votar em outubro. A consulta sobre a regularidade pode ser feita no site do Tribunal Superior Eleitoral. Em Porto Alegre, o Tribunal Regional Eleitoral oferece a Central de Atendimento ao Eleitor, no Centro Histórico, mas o serviço também pode ser feito em qualquer cartório eleitoral.
Convenções partidárias
É o período em que os partidores reúnem seus diretórios para escolher os candidatos e alianças para a disputa. Em 2026, as siglas terão entre 20 de julho e 5 de agosto para definir quem será seu representante na eleição ou então qual nome de outro partido irão apoiar. O registro das atas do que for escolhido pelos membros de cada legenda tem de ser feito até o dia 15 de agosto.
Campanha e propaganda
Um dia após o registro das candidaturas, em 16 de agosto, já é possível dar início a campanha nas ruas e na internet. Já a propaganda eleitoral gratuita em rádio e televisão começa mais tarde, no dia 28 de agosto (35 dias antes da antevéspera da eleição), e se estende até dia 1º de outubro.
Primeiro e segundo turnos
O primeiro turno da eleição está marcado para 4 de outubro, primeiro domingo do mês, em todo o Brasil. Neste dia, os eleitores terão de escolher presidente, governador, dois senadores, um deputado federal e um deputado estadual.
A Constituição prevê segundo turno apenas para a disputa de cargos no Executivo, neste caso, presidente e governador. Para que não haja nova etapa de votação, é preciso que um dos candidatos alcance 50% dos votos mais um. Onde isso não for atingido, os eleitores deverão voltar às urnas em 25 de outubro.




