
Apesar dos apelos do secretário de Desenvolvimento Econômico, Ernani Polo, para que a reunião do diretório estadual do PP seja adiada para fevereiro ou início de março, o presidente do partido, Covatti Filho, está decidido a liquidar a fatura na próxima semana.
Covatti disse à coluna que tem o apoio de 61% dos prefeitos e de 69% dos vices para manter no dia 20 a reunião que vai decidir sobre as candidaturas e a permanência ou não no governo de Eduardo Leite.
Na semana passada, Polo encaminhou uma carta aos líderes e filiados do PP reclamando da decisão solitária de Covatti, que marcou a reunião sem consultar sequer os integrantes da Comissão Eleitoral. Polo disse também que Covatti não tem isenção para organizar a reunião decisiva do PP, já que é pré-candidato a governador.
Foi para poder se dedicar à campanha que Polo decidiu antecipar sua saída do governo. Ele se despede do cargo nesta segunda-feira (12), às 14h, em um ato no Salão Negrinho do Pastoreio, no qual fará o balanço de sua gestão à frente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.
Polo e Covatti são pré-candidatos a governador, mas, na prática, o que o PP vai decidir é se apoia Gabriel Souza (MDB) ou Luciano Zucco (PL). Hoje, a tendência é de vitória da corrente que sugere a aliança com Zucco, apesar de ele ser um crítico contumaz do governo Leite, do qual o PP participa desde o primeiro mandato.
Além do Desenvolvimento Econômico, o partido tem também a Secretaria de Desenvolvimento Rural, ocupada por Vilson Covatti, pai do presidente do partido, e centenas de cargos espalhados por diferentes secretarias.
Pela lógica, se a decisão for por sair, todos os CCs deveriam pedir exoneração.


