
O jornalista Henrique Ternus colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
A Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RS) arrecadou para os cofres públicos mais de R$ 2 bilhões em 2025 a partir de cobranças relacionadas a processos judiciais. O valor recorde é quase o dobro do registrado em 2024, ano da enchente no Estado. Do total, cerca de R$ 1,7 bilhão veio de cobranças feitas após a abertura de ações contra devedores, e pouco mais de R$ 250 milhões tiveram origem em valores que já estavam depositados na Justiça.
Esses dois tipos de arrecadação têm origens diferentes: a primeira ocorre quando o Estado entra com uma ação para cobrar uma dívida, enquanto a segunda acontece quando contribuintes discutem débitos na Justiça e, ao final do processo, os valores depositados são incorporados aos cofres públicos.
Outro motivo de celebração da PGE é a redução no volume das dívidas ativas em cobrança judicial. A carteira de processos começou o ano em R$ 40,7 bilhões, distribuídos em cerca de 567 mil Certidões de Dívida Ativa (CDA) ajuizadas em execuções fiscais. Ao final de 2025, esse número caiu para aproximadamente 535 mil, com valor total de R$ 37,9 bilhões.
De acordo com a procuradoria-geral, os números superaram a meta e a supermeta de arrecadação para o exercício. A PGE atribui os resultados positivos ao trabalho desenvolvido pela Procuradoria Fiscal e pela Procuradoria do Interior, por meio das Procuradorias Regionais. O Refaz Reconstrução e o Acordo Gaúcho reforçaram o bom resultado anual.




